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Móveis

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 24/05 às 20h01min

Estratégias antecipam negócios

FREDY VIEIRA/JC
Enquanto os efeitos da crise econômica recente ainda se fazem sentir em muitos setores industriais, aos poucos as empresas começam a ver boas perspectivas no médio prazo, especialmente em função de novos negócios. Um dos maiores nomes do setor moveleiro gaúcho, a Herval, de Dois Irmãos, é um exemplo desse momento, no qual o cenário de instabilidade ainda sugere cautela, mas as novas perspectivas são animadoras.
Neste ano, por exemplo, a empresa reforçou a procura por clientes externos, fazendo sua estreia em um dos principais eventos mundiais da área - o Salão do Móvel de Milão, na Itália, realizado em abril. Foi o momento de lançar oficialmente uma nova marca de produtos, a linha premium Uultis, com peças de mobiliário para livings, salas de jantar e outros ambientes residenciais e corporativos. A marca já tinha clientes exclusivos no Brasil, e gerou impacto positivo no exterior. "Tivemos boas visitações (na feira de Milão). Estamos trabalhando ainda para consolidar esses negócios, fazendo mais contatos na Europa", relata o presidente do Grupo Herval, Agnelo Seger. Ele garante a presença da empresa na feira de Milão de 2019 e destaca também as participações na feira de Highpoint (EUA) em outubro de 2017 e abril deste ano.
A mira no mercado externo faz parte de um plano estratégico traçado para os próximos dois anos. "No passado, ali por 2004, já vendíamos para 35 países. Depois, a política cambial dificultou. Agora, estamos com um programa de exportação intenso, envolvendo mudanças de layout e de processos, e investimento em maquinário", diz Seger. O planejamento antecipado é essencial, segundo o dirigente: "Há projetos sendo trabalhados há cerca de um ano e oito meses, dos quais agora é que estão saindo os primeiros contêineres".
Hoje também com negócios em áreas como construção civil, varejo e consórcios, o Grupo Herval teve faturamento ligeiramente superior em 2017, na comparação com o ano anterior. A expectativa é manter o crescimento, mesmo com as oscilações do mercado nacional. "As perspectivas para 2018 já foram melhores no início deste ano. Março e abril não foram bons meses. Com a queda dos juros e a inflação baixa, era de se esperar uma maior demanda. Esperamos que o segundo semestre, que sempre é melhor, consiga melhorar os números do ano", projeta Seger.
 

Ociosidade preocupa gestores industriais

A imprevisibilidade das eleições de outubro, entre outros fatores, mantém o setor industrial ainda em alerta para o próximo semestre. Para o presidente do Grupo Herval, um fator preocupante é a ociosidade ainda alta no setor moveleiro. "Em 2017, o número de funcionários ficou o mesmo, pois existe uma capacidade ociosa acima de 20%", explica Agnelo Seger. Segundo ele, o momento mais crítico da crise já foi superado: "Na economia, a dúvida agora é quanto ao ritmo (da recuperação), que está lento. A inflação está baixa, os juros também, mas as coisas não andam".
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