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Indústria Automotiva

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 24/05 às 19h51min

Indústria automotiva põe o pé no acelerador

CLAITON DORNELLES /JC
Com o mercado interno aquecido e as exportações em alta, a indústria automobilística brasileira voltou a repetir um desempenho positivo em abril. A produção e a exportação de novos veículos aumentaram no primeiro quadrimestre, conforme os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). São 18 meses seguidos de crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior. "A indústria automobilística segue acelerando o ritmo, com desempenho melhor a cada mês. Isso é consequência de um cenário macroeconômico favorável, que eleva a confiança de consumidores e investidores", diz o presidente da entidade, Antonio Megale.
Líder na indústria brasileira de ônibus, com 48% de participação no mercado e na produção nacional, a Marcopolo fechou 2017 com crescimento de 11,7% em relação ao ano anterior. O resultado reflete o início de retomada do mercado brasileiro de ônibus e a continuidade do foco da empresa na ampliação das exportações, que atingiram quase R$ 1 bilhão, o equivalente a 34,7% dos negócios da companhia.
A empresa iniciou 2018 com carteira de pedidos com volume de negócios em andamento superior ao verificado nos últimos anos, e boas perspectivas para licitações e exportações. "Desde 2015, temos trabalhando muito forte todo o mercado de exportação em várias frentes para conquistar novos clientes e mercados. Presente na Nigéria desde os anos 1980, esse fornecimento reforça as ações que a empresa vem fazendo no continente e que estão gerando negócios significativos", diz Francisco Gomes Neto, diretor-geral da Marcopolo.

Queda da inadimplência

Os dados de abril da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) também reforçam o bom momento. O mercado somou, de janeiro a abril, 1.108.913 unidades, o que representa aumento de 17,65% ante as 942.537 unidades licenciadas no mesmo período do ano passado. O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, acredita que a queda na inadimplência aliada à queda da taxa de juros vêm favorecendo o setor como um todo. "A inadimplência da carteira de crédito, com recursos livres para pessoas físicas, é de 2,5%, e para pessoas jurídicas é de 3,6%. Esses resultados são os menores desde o mês de abril de 2011, fatores que favorecem a oferta de crédito pelas instituições financeiras", disse ele por meio de nota.
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