Um olhar para o futuro


Beatriz Moraes, gerente de marketing do Jornal do Comércio Beatriz Moraes, gerente de marketing do Jornal do Comércio

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O mercado de branding mudou de forma radical, e quem não se adaptou foi perdendo espaço, como a pesquisa vem mostrando ao longo dessas duas décadas, nos índices de aprovação das marcas


As marcas nos rodeiam, instigantes, encantadoras, e, às vezes, não nos damos conta disso. Imagine revelar quais são as marcas que estão na cabeça e no coração de consumidores influentes e que decidem pela compra. Há 20 anos, o Jornal do Comércio, junto com a Qualidata, resolveu assumir esse desafio, e o mercado entendeu a importância e o valor do projeto Marcas de Quem Decide, uma pesquisa de lembrança e de preferência consolidada como única e abrangente.
A primeira edição, em 1999, trazia um artigo com o título "Não basta ser lembrado, tem que ser comprado". Esse é o grande diferencial da pesquisa. Nessas duas décadas, não se limitou a descobrir apenas a posição da marca na memória do consumidor, mostrou também o desempenho no momento da compra, reforçando o que foi defendido lá atrás no artigo escrito pelo publicitário João Satt: "Ficar festejando apenas a lembrança de marca é ainda muito rudimentar, numa época em que as marcas fortes - as preferidas/de sucesso - são, de fato, as que definem a futura cor de seu balanço. Uma marca se torna preferida (forte) em função do valor agregado percebido pelo mercado, tendo como consequência direta a rentabilidade elevada".
Neste período, muita coisa mudou e a pesquisa foi acompanhando o reflexo de toda essa transformação. No início, as redes sociais praticamente não existiam. O Facebook foi criado em 2004 pelo estudante de Harvard Mark Zuckerberg e seus amigos, assim como o Orkut, pelo engenheiro turco que trabalhava no Google, Orkut Büyükkökten. A rede MySpace surgiu em 2003 e o Twitter, em 2006. A cada ano do "Marcas", tratamento carinhoso pela equipe do JC, as redes sociais foram ocupando um espaço maior na estratégia das empresas, pela rapidez e comunicação direta, feita através de imagens e vídeos.
Lá no longínquo ano de 1999, sabíamos da transformação tecnológica em curso, mas não o quanto seria avassaladora. Porém, um ano antes, Larry Page e Sergey Brin, dois doutorando da Universidade de Stanford, tinham criado o Google.
Em janeiro de 1999, foi lançado um celular inteligente, um smartphone baseado no pager da RIM, que incluía um teclado completo, permitia conexão 24horas por dia e tinha suporte para mensagens instantâneas, permitindo receber e-mails a qualquer hora.
Por tudo isso, o mercado de branding mudou de forma radical, e quem não se adaptou foi perdendo espaço, como a pesquisa vem mostrando ao longo dessas duas décadas, nos índices de aprovação das marcas. Um arquivo de inestimável importância está à disposição para quem quer entender este período.
É relevante mencionar os conteúdos exclusivos de alta qualidade que acompanham os gráficos e as análises da pesquisa, tão bem produzidos pela Qualidata. Artigos de opinião, entrevistas exclusivas, reportagens, um conteúdo atemporal que o leitor pode acessar em qualquer plataforma e dispositivo durante o ano inteiro. E sem esquecer do evento que, neste ano, levou para o palco do Teatro do Sesi, referência em sofisticação e qualidade, o PIB gaúcho presente na pesquisa das marcas de quem decide.
Esta edição abre um novo ciclo com desafios ainda maiores para os próximos anos, sempre na busca de renovação, com muita criatividade e percepção, sem desviar o olhar do futuro, dos movimentos do mercado e da importância desse reconhecimento. E não só para as empresas, mas para todos os profissionais envolvidos com a construção dessas marcas. Um orgulho para todos nós. Que sigamos impactando e encantando as pessoas.
Publicado em 26/03/2018.