Ser digital é pulsar com uma nova história a cada dia


Rafael Terra, CEO da agência Fabulosa Ideia, professor, palestrante e consultor de marketing digital e humanização de marcas Rafael Terra, CEO da agência Fabulosa Ideia, professor, palestrante e consultor de marketing digital e humanização de marcas

rafael.terra@fabulosaideia.com.br


Precisamos ser a própria transformação, apontar caminhos, ser uma marca pulsante, inovadora


Inovação constante, entendimento que hoje todos somos mídia e o feedback - colaboração no centro de todo o processo. É a união destes três fatores que farão empresas e pessoas se tornarem relevantes frente às constantes transformações digitais do mercado. Esqueça um deles e sua marca corre perigo!
Quem fechar os olhos para a realidade acima tem o prazo de vida de, aproximadamente, mais cinco anos no mercado. Explico: o seu futuro consumidor hoje tem 15 anos. Quando ele chegar ao mercado com 20 anos, já terá no seu DNA a inovação digital e renegará automaticamente empresas que não acompanharam as evoluções tecnológicas e seus desdobramentos de relacionamento. Aliás, se seu atendimento é baseado em telefone, saiba que os millennials preferem os chats das mídias sociais.
Ser digital é acompanhar as transformações de um mercado em mutação constante. Devemos ser beta o tempo todo, pois não existem mais verdades absolutas. E, sim, o entendimento e adaptação num contexto mutável. Agora, se quisermos ser líderes no meio disso tudo: precisamos ser a própria transformação, apontar caminhos, ser uma marca pulsante, inovadora e que acima de tudo consegue resultados palpáveis a partir das novas tecnologias. E lembrando: inovação só é inovação quando contada.
Ser reconhecido como uma marca digital inovadora requer, sobretudo, entendermos que somos MÍDIA. Um prêmio na parede é só decoração. Devemos nos utilizar de todos os recursos digitais para potencializar nossa história. Sim, todos. Conteúdos em diferentes formatos e plataformas impactam pessoas em diferentes momentos. Apostar numa rede social é como colocar um outdoor em apenas uma avenida da cidade. Só quem cruza naquela região irá notar!
Toda empresa ou pessoa tem uma história para contar. Pare de replicar as frases de Einstein ou de Henry Ford. Por mais geniais que eles tenham sido, isso não cria um legado ou posicionamento no digital. Uma marca inovadora cria seu conteúdo, jamais copia. É embalar a sua inovação numa boa história que gerará o afeto digital e potencializará relacionamentos sólidos.
Ser digital também é colocar o feedback das pessoas como grande métrica. Pois hoje uma marca não é o que ela diz que é. É o que as pessoas dizem que ela é através de comentários e avaliações. Somos hoje todos "motoristas do Uber" atrás do melhor atendimento para nossa nota ficar na média ou entre as melhores, que isso traz regalias!
Aliás, não é exagero dizer que em breve nossa realidade será como em "Nosedive", o primeiro episódio da terceira temporada da série de ficção científica britânica Black Mirror, da Netflix No enredo, um mundo onde as pessoas podem avaliar popularidades com cinco estrelas. E esse grau de popularidade define suas relações e até mesmo a fila de embarque no aeroporto. Cai bem aqui um a frase do escritor Mike Wadhera: "Não há separação entre a realidade e o espaço digital. O mobile matou essa ideia de 'ciberespaço'. Na era da experiência, você não é um perfil. Você é você!"
Por fim, ser digital é a cada dia construir algo novo: de NOVO. Neste mundo cada vez mais efêmero, um grande currículo viverá poucos meses frente a algum novo vídeo viral do mesmo tema. E preferir baixar a cabeça e apenas trabalhar é pior. Pois como diz o guru do marketing Seth Godin: "hoje só temos duas opções: ou sermos julgados ou não existir". Continue existindo com profundidade, coerência e, sobretudo, com uma boa e pulsante história para dividir!
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Publicado em 26/03/2018.