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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de novembro de 2016. Atualizado às 21h55.

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CINEMA

Notícia da edição impressa de 18/11/2016. Alterada em 17/11 às 16h18min

Magia volta à telona com filme Animais fantásticos e onde habitam

Estreia Animais fantásticos e onde habitam expande universo de Harry Potter

Estreia Animais fantásticos e onde habitam expande universo de Harry Potter


JAAP BUITENDIJK/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
A escritora J. K. Rowling pode ser caracterizada como um fenômeno. Animais fantásticos e onde habitam, em cartaz desde quinta-feira, é mais uma prova do valor e da estima com os quais a indústria do entretenimento enxerga a autora. O filme tem origem no livro homônimo, que a britânica publicou em 2001 - ainda em meio à saga Harry Potter - sob o pseudônimo de Newt Scamander. O trabalho literário é um estudo descritivo sobre as criaturas mágicas que habitam o universo do já célebre bruxo com uma cicatriz de raio na testa. Nos cinemas, entretanto, Newt Scamander é o protagonista de uma narrativa inédita, roteirizada por J. K. Rowling e tão bem aceita que já foram anunciadas quatro continuações. Em outras palavras, a escritora, em seu primeiro roteiro para um longa-metragem, tem a responsabilidade de dar início a uma franquia protagonizada por um personagem desconhecido. E se sai muito bem.
O herói da trama é interpretado por Eddie Redmayne, ator que alcançou o estrelato nos últimos anos ao receber indicações ao Oscar por A teoria de tudo (pelo qual venceu o prêmio) e A garota dinamarquesa. O bruxo chega a Nova Iorque como parte de sua jornada de pesquisa sobre seres fantásticos, os quais leva em uma maleta mágica. Em solo americano, as coisas não saem exatamente como o idealizado. Scamander vê alguns destes bichos escapar - justamente em terras onde eles são proibidos. A partir de então, se envolve com funcionários do Congresso da Magia, ligados a um problema ainda maior.
Se as comparações com Harry Potter são inevitáveis, a direção do longa-metragem é de um nome que sabe bem com o que está lidando: David Yates, responsável por quatro dos oito filmes da série. Mesmo que não seja necessário conhecer a história original - até porque Animais fantásticos se passa décadas antes -, o clima é o mesmo. Há tanto as nuances dos filmes para toda a família, com trapalhadas, acidentes, quase-acidentes e muito trabalho em conjunto, quanto possibilidades sombrias à espreita. Desde a cena inicial até o céu carregado e a palheta de cores acinzentadas usada no figurino e cenários, fica evidente que há uma ameaça no ar - basta que o espectador junte as peças do quebra-cabeça.
E apesar de alguns termos e nomes citados já serem conhecidos do público (como Dumbledore, para ficar em um exemplo dado no próprio trailer do filme), o grande trunfo do roteiro é situar a trama na Nova Iorque dos anos 1920. Já que os livros se passam basicamente na Inglaterra e na escola de Hogwarts, pouco se sabe sobre a vida dos bruxos na América do Norte. Neste ambiente, J. K. Rowling pode desfilar toda sua criatividade - encantadoramente reproduzida pelos efeitos visuais da produção.
Se o longa-metragem demora um pouco para engrenar, é porque são muitos os personagens a ser apresentados. O destaque é o protagonista, um jovem adulto errático, com mais facilidade para lidar com animais do que com humanos - algo que Eddie Redmayne constrói a partir de movimentos de corpo e um olhar puro sobre as diferenças.
Além dele, participam do núcleo central atores como Katherine Waterston, Colin Farrell, Dan Fogler, Ezra Miller e Alison Sudol, além de uma ponta de Johnny Depp - todos interpretando figuras com motivações próprias e percursos com início, meio e fim. Pela natureza destas novas faces - e o aproveitamento de um universo rico - Animais fantásticos e onde habitam dá a impressão de ser uma expansão, e não um mero derivado do que foi visto em Harry Potter. Newt Scamander tem sua própria jornada a ser contada e, por ser um viajante, as perspectivas para o futuro são imprevisíveis. O segundo filme deve estrear somente em 2018.
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