A principal novidade entre as oportunidades de desenvolvimento que estão saindo do papel na parte Norte do Estado é a industrialização de grãos para a produção de biocombustíveis. São diversas culturas usadas na fabricação de biodiesel e etanol em vários municípios gaúchos.
O avanço da construção civil também foi destacado como um indicador do dinamismo econômico regional em vários municípios da região. A maior cidade do Norte gaúcho, com mais de 200 mil habitantes, é Passo Fundo, onde há mais de 100 edifícios em construção atualmente. Kolling citou ainda o setor de serviços, especialmente na saúde, já que Passo Fundo é o terceiro polo de saúde na Região Sul do Brasil, atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba (PR).
O levantamento aponta ainda que o Estado possui 53 mil trabalhadores estrangeiros no mercado formal, movimento que ajuda a reduzir os impactos da escassez de mão de obra e envelhecimento da população. Quatro municípios da Macrorregião Norte aparecem entre os seis no Estado que mais empregam imigrantes: Erechim, Passo Fundo, Marau e Tapejara.
Outro tema abordado durante a apresentação do editor-chefe do JC, que tem relevância para a economia da região, é o impacto dos eventos climáticos extremos no agronegócio. Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul passou por quatro estiagens e uma grande enchente. Isso reflete no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que em 2025 somou R$ 753 bilhões, o equivalente a 5,9% do PIB nacional. Em 2019, essa participação era de 6,5%.
Criado em 2023, quando o Jornal do Comércio completou 90 anos, o projeto Mapa Econômico do Rio Grande do Sul reúne indicadores econômicos, sociais e demográficos dos 497 municípios gaúchos, apontando os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do Estado.