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Publicada em 29 de Maio de 2026 às 14:58

Macrorregião Norte é a segunda em participação no PIB do Rio Grande do Sul

Dados levantados pelo Mapa Econômico do RS foram apresentados em Ijuí pelo editor-chefe do JC, Guilherme Kolling

Dados levantados pelo Mapa Econômico do RS foram apresentados em Ijuí pelo editor-chefe do JC, Guilherme Kolling

Dani Barcellos/Especial/JC
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Bruna Suptitz
Bruna Suptitz
* De Ijuí

A Macrorregião Norte do RS ganhou relevância no cenário econômico gaúcho nos últimos anos e já tem um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao da Macrorregião Serra. A informação consta no Mapa Econômico do RS, projeto do Jornal do Comércio que faz um raio-x das economias regionais.
* De Ijuí
A Macrorregião Norte do RS ganhou relevância no cenário econômico gaúcho nos últimos anos e já tem um Produto Interno Bruto (PIB) superior ao da Macrorregião Serra. A informação consta no Mapa Econômico do RS, projeto do Jornal do Comércio que faz um raio-x das economias regionais.
Na soma, a Macrorregião Norte responde por 18,7% da economia do Rio Grande do Sul, atrás apenas da Região Metropolitana, com 39,6% do Produto Interno Bruto. A Macrorregião da Serra vem em terceiro lugar, com 17,2% do PIB gaúcho. Os dados são de 2023 e foram divulgados pelo IBGE no fim do ano passado – são os mais recentes com recorte municipal, que permitem fazer um recorte regionalizado do PIB gaúcho. 
Os dados compilados pelo projeto Mapa Econômico do RS ao longo dos últimos quatro anos foram apresentados pelo editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, durante evento realizado na Associação Comercial e Industrial (ACI) de Ijuí, na noite desta quinta-feira, 28 de maio.

A principal novidade entre as oportunidades de desenvolvimento que estão saindo do papel na parte Norte do Estado é a industrialização de grãos para a produção de biocombustíveis. São diversas culturas usadas na fabricação de biodiesel e etanol em vários municípios gaúchos.
Entre os exemplos citados estão a produção de biodiesel de soja em Ijuí pela 3tentos; em Passo Fundo com o projeto de etanol de trigo e outras culturas de inverto, da Be8; e em Cruz Alta o projeto da Soli3, liderada por cooperativas da região: Cotrijal (Não-Me-Toque), Cotripal (Panambi) e Cotrisal (Sarandi).

O avanço da construção civil também foi destacado como um indicador do dinamismo econômico regional em vários municípios da região. A maior cidade do Norte gaúcho, com mais de 200 mil habitantes, é Passo Fundo, onde há mais de 100 edifícios em construção atualmente. Kolling citou ainda o setor de serviços, especialmente na saúde, já que Passo Fundo é o terceiro polo de saúde na Região Sul do Brasil, atrás apenas de Porto Alegre e Curitiba (PR).

O levantamento aponta ainda que o Estado possui 53 mil trabalhadores estrangeiros no mercado formal, movimento que ajuda a reduzir os impactos da escassez de mão de obra e envelhecimento da população. Quatro municípios da Macrorregião Norte aparecem entre os seis no Estado que mais empregam imigrantes: Erechim, Passo Fundo, Marau e Tapejara.

Outro tema abordado durante a apresentação do editor-chefe do JC, que tem relevância para a economia da região, é o impacto dos eventos climáticos extremos no agronegócio. Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul passou por quatro estiagens e uma grande enchente. Isso reflete no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, que em 2025 somou R$ 753 bilhões, o equivalente a 5,9% do PIB nacional. Em 2019, essa participação era de 6,5%.

Criado em 2023, quando o Jornal do Comércio completou 90 anos, o projeto Mapa Econômico do Rio Grande do Sul reúne indicadores econômicos, sociais e demográficos dos 497 municípios gaúchos, apontando os desafios e as oportunidades para o desenvolvimento do Estado.

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