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Publicada em 18 de Junho de 2026 às 20:13

Mapa Econômico do RS aponta desafios estruturais e oportunidades regionais na quarta edição do ano

Editor-chefe do JC, Guilherme Kolling mediou o painel do Mapa Econômico em Porto Alegre

Editor-chefe do JC, Guilherme Kolling mediou o painel do Mapa Econômico em Porto Alegre

Dani Barcellos/Especial/JC
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Gabrieli Silva
Gabrieli Silva Repórter
O editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, destacou na abertura da quarta edição do ano do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul — realizada nesta quarta-feira (18), no Teatro do CIEE — que o Estado enfrenta três grandes entraves ao desenvolvimento: infraestrutura, escassez de mão de obra e impactos das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, ressaltou que há um conjunto de oportunidades distribuídas por todas as regiões, capazes de impulsionar a economia gaúcha nos próximos anos.

Segundo Kolling, ao longo dos 20 encontros já realizados em diferentes regiões, dois desafios apareceram de forma recorrente: a necessidade de melhorias em infraestrutura e a dificuldade crescente de mão de obra, agravada pelo envelhecimento da população.

A esses fatores soma-se o impacto climático, considerado um elemento decisivo para o desempenho econômico recente. “Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul enfrentou quatro estiagens e uma grande enchente, o que afeta diretamente o Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. Em 2024, o PIB gaúcho foi de R$ 753 bilhões, representando 5,9% da economia nacional. Em 2019, essa participação era de 6,5%, evidenciando perda de espaço em anos marcados por adversidades climáticas.

Kolling também destacou a volatilidade do crescimento estadual em comparação ao cenário nacional onde o PIB brasileiro apresenta uma evolução mais linear, mas o desempenho do Rio Grande do Sul oscila, refletindo a dependência de fatores climáticos, especialmente no agronegócio.

Dados do levantamento mostram que apenas três dos 28 Coredes registraram crescimento populacional de dois dígitos entre 2010 e 2022: Litoral, Hortênsias e Vale do Taquari. Em contrapartida, a Região Metropolitana perdeu cerca de 700 mil habitantes no período. A tendência de queda populacional deve se intensificar a partir de 2027, com projeção de redução de até 2 milhões de habitantes até 2070, caso não haja mudanças estruturais.
O editor-chefe do Jornal do Comércio, Guilherme Kolling, destacou na abertura da quarta edição do ano do Mapa Econômico do Rio Grande do Sul — realizada nesta quarta-feira (18), no Teatro do CIEE — que o Estado enfrenta três grandes entraves ao desenvolvimento: infraestrutura, escassez de mão de obra e impactos das mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, ressaltou que há um conjunto de oportunidades distribuídas por todas as regiões, capazes de impulsionar a economia gaúcha nos próximos anos.

Segundo Kolling, ao longo dos 20 encontros já realizados em diferentes regiões, dois desafios apareceram de forma recorrente: a necessidade de melhorias em infraestrutura e a dificuldade crescente de mão de obra, agravada pelo envelhecimento da população.

A esses fatores soma-se o impacto climático, considerado um elemento decisivo para o desempenho econômico recente. “Nos últimos seis anos, o Rio Grande do Sul enfrentou quatro estiagens e uma grande enchente, o que afeta diretamente o Produto Interno Bruto (PIB)”, afirmou. Em 2024, o PIB gaúcho foi de R$ 753 bilhões, representando 5,9% da economia nacional. Em 2019, essa participação era de 6,5%, evidenciando perda de espaço em anos marcados por adversidades climáticas.

Kolling também destacou a volatilidade do crescimento estadual em comparação ao cenário nacional onde o PIB brasileiro apresenta uma evolução mais linear, mas o desempenho do Rio Grande do Sul oscila, refletindo a dependência de fatores climáticos, especialmente no agronegócio.

Dados do levantamento mostram que apenas três dos 28 Coredes registraram crescimento populacional de dois dígitos entre 2010 e 2022: Litoral, Hortênsias e Vale do Taquari. Em contrapartida, a Região Metropolitana perdeu cerca de 700 mil habitantes no período. A tendência de queda populacional deve se intensificar a partir de 2027, com projeção de redução de até 2 milhões de habitantes até 2070, caso não haja mudanças estruturais.
LEIA TAMBÉM: Região Sul e Fronteira Oeste do RS podem virar o jogo com novos projetos

O aumento da presença de imigrantes no mercado formal surge como um dado relevante em que o Estado encerrou 2025 com mais de 53 mil trabalhadores estrangeiros com carteira assinada, com destaque para Caxias do Sul e Porto Alegre, além de municípios do Norte em expansão industrial.

Apesar dos desafios, o levantamento identificou 100 oportunidades de desenvolvimento distribuídas pelas cinco macro-regiões do Estado. Entre elas, destacam-se a industrialização de grãos e produção de biocombustíveis no Norte, a expansão da indústria de alimentos no Centro, investimentos no polo naval e energia eólica no Sul, o crescimento do enoturismo na Serra e o avanço de polos de inovação e saúde na Região Metropolitana.

A metodologia do Mapa Econômico divide o Estado em cinco macro-regiões, a partir das 28 divisões oficiais dos Coredes, agrupadas por proximidade geográfica e afinidade econômica. O estudo cruza dados estaduais, regionais e municipais para traçar uma radiografia detalhada da economia gaúcha.

Kolling ressaltou ainda que o projeto se apoia em uma ampla base de dados, construída a partir de informações públicas, entrevistas e levantamentos próprios do jornal, como o Anuário de Investimentos e a pesquisa Marcas de Quem Decide. “A proposta é entender onde estamos para projetar o futuro”, afirmou.

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