Porto Alegre,

Publicada em 06 de Abril de 2026 às 16:02

Novos campi ampliam oferta de universidades públicas no interior

Funcionando em prédio provisório, campus São Luiz Gonzaga deve iniciar a oferta de cursos no segundo semestre.

Funcionando em prédio provisório, campus São Luiz Gonzaga deve iniciar a oferta de cursos no segundo semestre.

IFFar/Divulgação/Cidades
Compartilhe:
Lívia Araújo
Lívia Araújo Repórter
A expansão das universidades públicas no interior do RS ganhou impulso desde 2025, com o anúncio ou início da implantação de 11 novos campi em diferentes regiões do Estado. Com os novos projetos, o RS passará a contar com 96 unidades instituições estaduais e federais, com oferta de cursos superiores, e para formação de tecnólogos e técnicos, distribuídas em 70 municípios, consolidando um modelo descentralizado de acesso à educação. O ano de 2026 concentrou, de janeiro a março, cinco novos anúncios.
A expansão das universidades públicas no interior do RS ganhou impulso desde 2025, com o anúncio ou início da implantação de 11 novos campi em diferentes regiões do Estado. Com os novos projetos, o RS passará a contar com 96 unidades instituições estaduais e federais, com oferta de cursos superiores, e para formação de tecnólogos e técnicos, distribuídas em 70 municípios, consolidando um modelo descentralizado de acesso à educação. O ano de 2026 concentrou, de janeiro a março, cinco novos anúncios.
A ampliação envolve instituições como institutos federais e universidades em Caçapava do Sul, Caxias do Sul, Cruz Alta, Gramado, Rosário do Sul, Santa Maria, Santiago, São Leopoldo e Triunfo, além de Porto Alegre. O movimento busca reduzir desigualdades regionais e aproximar a formação acadêmica das demandas econômicas locais. 
Além de Porto Alegre, que possui quatro campi, sete municípios do interior possuem campi de três diferentes universidades e IFs, e 14 cidades têm duas unidades dessas instituições.
Entre os projetos em execução, o campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar) em Caçapava do Sul, representa um investimento de R$ 15 milhões, com foco inicial nos eixos de Recursos Naturais e Informação e Comunicação. A definição das áreas levou em conta as vocações econômicas regionais, após consultas à comunidade.
Também no âmbito do IFFar, o novo campus de Santa Maria tem previsão de investimento de R$ 25 milhões, com implantação prevista no planejamento orçamentário federal. A oferta de cursos regulares deve iniciar a partir de 2027, enquanto ações de formação inicial e continuada podem começar ainda em 2026, em parceria com o município.
Já em São Luiz Gonzaga, o campus deve iniciar atividades ainda em 2026, com cursos de curta duração como Libras, eletricista predial e instalador hidráulico. A partir de 2027, a previsão é ofertar cursos técnicos em informática, ampliando gradualmente a estrutura acadêmica.
No Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), a expansão inclui unidades em Triunfo, Rosário do Sul e São Leopoldo. Neste último, o investimento total chega a R$ 25 milhões, sendo R$ 15 milhões destinados à infraestrutura e R$ 10 milhões para equipamentos e mobiliário. A unidade terá capacidade para até 1.400 alunos.
Outro destaque é o campus do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) em Gramado, com investimento estimado em R$ 15 milhões. A unidade terá 5,5 mil metros quadrados e deve ofertar cursos técnicos, superiores e de qualificação profissional. A definição das áreas de ensino ocorre por meio de audiências públicas e estudos sobre os arranjos produtivos locais, com destaque para turismo, gestão e saúde.
Na Capital, o IFRS Zona Norte terá perfil voltado à área da saúde, com investimento inicial de cerca de R$ 26 milhões entre obras e equipamentos. A unidade poderá atender até 1.400 estudantes, com cursos técnicos e superiores alinhados à crescente demanda por profissionais da saúde.
No ensino superior, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) avança com a implantação do campus em Caxias do Sul, com seleções previstas para o segundo semestre. Já a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) projeta a construção de sede própria em Cruz Alta, com investimento estimado em R$ 5,4 milhões.
A definição dos cursos nos novos campi segue, em geral, três critérios principais: vocação econômica regional, demanda do mercado de trabalho e participação da comunidade local. Audiências públicas e consultas são instrumentos recorrentes para orientar as decisões, garantindo que as formações estejam conectadas às realidades locais.

Notícias relacionadas