O Rio Grande do Sul tem ativos importantes para a nova economia, mas ainda enfrenta entraves estruturais que limitam seu avanço. Esse foi o principal consenso de um painel que reuniu governo, investidores e lideranças do ecossistema durante o segundo dia do South Summit Brazil. O encontro contou com a presença do governador do Estado, Eduardo Leite; do economista e membro do conselho da SP Ventures, Aod Cunha de Moraes Junior; e do presidente do South Summit Brazil, José Renato Hopf.
Na abertura, o mediador, professor Jorge Audy, destacou o objetivo do encontro e o protagonismo dos convidados. “Nós vamos discutir com protagonistas que constroem o futuro do nosso Estado, o que vem por aí, os desafios e principalmente as oportunidades para os próximos anos do nosso querido Rio Grande do Sul”, afirmou.
A discussão apontou que não há desenvolvimento sustentável da inovação sem um Estado funcional. Segundo o governador, equilíbrio fiscal, capacidade de investimento e eficiência nos serviços públicos são pré-condições para um ambiente de negócios competitivo. “Não existe no mundo exemplo de sociedade que tenha prosperado com iniciativa privada forte, mas governo deficiente”, afirmou Leite.
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A discussão apontou que não há desenvolvimento sustentável da inovação sem um Estado funcional. Segundo o governador, equilíbrio fiscal, capacidade de investimento e eficiência nos serviços públicos são pré-condições para um ambiente de negócios competitivo. “Não existe no mundo exemplo de sociedade que tenha prosperado com iniciativa privada forte, mas governo deficiente”, afirmou Leite.
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O RS ainda convive com alto endividamento, o que limita investimentos e pressiona o ambiente econômico. O diagnóstico mais direto veio de Aod Cunha. Ele destacou a perda de relevância econômica do Estado nas últimas décadas. “O Rio Grande do Sul já teve, na década de 1970, 1980, perto de 8% de participação no PIB nacional. Ao longo de 4, 5 décadas, por uma série de desafios, perdeu uma parte dessa participação, ele está mais próximo de 6%”, disse o economista.
Segundo ele, o cenário está ligado principalmente à situação fiscal. “O Estado tem uma dívida que é grande em relação à sua receita, é a segunda maior do País, colado junto com o Rio de Janeiro”, afirmou. Para Cunha, manter o equilíbrio das contas públicas é essencial. “Manter as contas públicas em dia, manter uma responsabilidade fiscal para que os recursos cheguem para a população naquilo que ela mais precisa: educação, saúde e segurança. É um item importante e vai ser um esforço que vai precisar ser mantido nos próximos governos."
O investidor também destacou a perda de competitividade em educação e formação de mão de obra. “O Rio Grande do Sul, durante décadas, foi pioneiro em qualidade de educação, gerou um mercado de trabalho mais qualificado que o resto do país e ao longo das últimas décadas foi perdendo essa capacidade”, afirmou.
Outro ponto central foi o impacto das mudanças climáticas na economia. Secas recorrentes e eventos extremos afetam diretamente a previsibilidade e afastam investimentos. “Há uma retração econômica em torno de 20% do PIB nos anos em que há seca”, disse. Para ele, o enfrentamento passa por medidas concretas. “Investir com foco grande na irrigação”.
Outro ponto central foi o impacto das mudanças climáticas na economia. Secas recorrentes e eventos extremos afetam diretamente a previsibilidade e afastam investimentos. “Há uma retração econômica em torno de 20% do PIB nos anos em que há seca”, disse. Para ele, o enfrentamento passa por medidas concretas. “Investir com foco grande na irrigação”.
Se o diagnóstico apontou fragilidades, José Renato Hopf trouxe uma visão mais voltada à articulação e às soluções. Para ele, o próprio South Summit representa um modelo a ser ampliado. “Para se desenvolver, a sociedade precisa de governo, universidades, empresários, e isso tudo mobilizado para que a gente consiga fazer o quê? Atrair investimentos”, afirmou.
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José Renato destacou que o RS já possui ativos relevantes, mas faltava conexão. “A gente tem talentos, a gente tem empreendedores, mas faltava acesso a capital e faltava conexão global”, enfatizou. Ele também defendeu uma estratégia mais ampla de atração de pessoas. “A gente não deve apenas reter, mas também atrair talentos”, afirmou, ao mencionar o conceito de “visitar, investir e residir”.
Na sequência, o governador Eduardo Leite defendeu que o papel do Estado é garantir condições básicas para o desenvolvimento. “Tem que ser um poder público que ajude e que faça a sua parte”, disse. O governador também destacou o impacto das mudanças demográficas sobre a economia. “Nós temos baixa taxa de natalidade e a gente vai perdendo o bônus demográfico”, afirmou. Segundo ele, o crescimento dependerá cada vez mais de produtividade. “Nós temos que ser capazes de produzir mais, não para que as pessoas trabalhem mais, mas para que o seu trabalho renda mais”.
Nesse contexto, ele citou o avanço da educação no Estado. “Nenhum estado no Brasil cresceu tanto nos últimos anos em ensino médio de tempo integral como o Rio Grande do Sul”, pontuou. Já no cenário nacional, Leite foi direto ao apontar o impacto das contas públicas. “O País tem um desafio gigantesco nas contas públicas." Para o governador, o ajuste fiscal não é um fim em si mesmo. “Ajuste fiscal não é menos governo, é botar o governo onde ele deve estar”, afirmou.
José Renato destacou que o RS já possui ativos relevantes, mas faltava conexão. “A gente tem talentos, a gente tem empreendedores, mas faltava acesso a capital e faltava conexão global”, enfatizou. Ele também defendeu uma estratégia mais ampla de atração de pessoas. “A gente não deve apenas reter, mas também atrair talentos”, afirmou, ao mencionar o conceito de “visitar, investir e residir”.
Na sequência, o governador Eduardo Leite defendeu que o papel do Estado é garantir condições básicas para o desenvolvimento. “Tem que ser um poder público que ajude e que faça a sua parte”, disse. O governador também destacou o impacto das mudanças demográficas sobre a economia. “Nós temos baixa taxa de natalidade e a gente vai perdendo o bônus demográfico”, afirmou. Segundo ele, o crescimento dependerá cada vez mais de produtividade. “Nós temos que ser capazes de produzir mais, não para que as pessoas trabalhem mais, mas para que o seu trabalho renda mais”.
Nesse contexto, ele citou o avanço da educação no Estado. “Nenhum estado no Brasil cresceu tanto nos últimos anos em ensino médio de tempo integral como o Rio Grande do Sul”, pontuou. Já no cenário nacional, Leite foi direto ao apontar o impacto das contas públicas. “O País tem um desafio gigantesco nas contas públicas." Para o governador, o ajuste fiscal não é um fim em si mesmo. “Ajuste fiscal não é menos governo, é botar o governo onde ele deve estar”, afirmou.

