Não é novidade que o South Summit recebe grandes nomes do mercado, e nesta quinta-feira (26), no palco do Demo Stage, não foi diferente. Líderes empresariais se reuniram para discutir liderança, compliance e os percalços que o empreendedor brasileiro encontra na hora de elevar o seu negócio de maneira global.
Sob a mediação de Delton Batista, presidente do Lide em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul — grupo de líderes empresariais que detém 52% do PIB privado do País —, o painel Innovation and Business Expansion se desenrolou a partir de questionamentos sobre o papel do líder, a importância da governança para os negócios e a imagem do empresário brasileiro perante o mundo.
Para nortear o debate, ele provocou os painelistas com a seguinte pergunta: num mundo cada vez mais tecnológico, como os líderes brasileiros podem se tornar protagonistas internacionais e relevantes no cenário mundial?
Para nortear o debate, ele provocou os painelistas com a seguinte pergunta: num mundo cada vez mais tecnológico, como os líderes brasileiros podem se tornar protagonistas internacionais e relevantes no cenário mundial?
O empresário brasileiro no cenário global
Telmo Costa, CEO da Meta, consultoria de tecnologia e inovação, discorreu sobre o conceito que ele chama de complexo de vira-lata. Segundo ele, o fenômeno por muitas vezes acomete o brasileiro e nos coloca em posição de inferioridade para com o estrangeiro.
"A primeira mudança é de mentalidade, pensar o negócio como uma empresa internacional desde o início. A limitação não está no mercado, mas na cabeça, porque, embora ele nasça para o bairro, a cidade ou o estado, pode perfeitamente ganhar o mundo", comenta.
O empresário vê com bons olhos a procura do empreendedor brasileiro em relação ao mercado global. De acordo com ele, "quem constrói riqueza no Brasil consegue se dar bem em qualquer lugar".
Ainda no evento, Telmo salientou a dificuldade de competir no cenário internacional, diante de clientes e profissionais de todo o mundo, mas reforçou a importância de valorizar os talentos brasileiros.
"Muitas vezes, pensamos assim, mas também tem brasileiro em todo lugar — nos Estados Unidos, China, Canadá, Israel. Hoje, temos brasileiros nas principais empresas de tecnologia, nos principais centros de pesquisa, criando soluções de ponta. Essa mudança de pensamento começa por nós", concluiu.
"A primeira mudança é de mentalidade, pensar o negócio como uma empresa internacional desde o início. A limitação não está no mercado, mas na cabeça, porque, embora ele nasça para o bairro, a cidade ou o estado, pode perfeitamente ganhar o mundo", comenta.
O empresário vê com bons olhos a procura do empreendedor brasileiro em relação ao mercado global. De acordo com ele, "quem constrói riqueza no Brasil consegue se dar bem em qualquer lugar".
Ainda no evento, Telmo salientou a dificuldade de competir no cenário internacional, diante de clientes e profissionais de todo o mundo, mas reforçou a importância de valorizar os talentos brasileiros.
"Muitas vezes, pensamos assim, mas também tem brasileiro em todo lugar — nos Estados Unidos, China, Canadá, Israel. Hoje, temos brasileiros nas principais empresas de tecnologia, nos principais centros de pesquisa, criando soluções de ponta. Essa mudança de pensamento começa por nós", concluiu.
Ser líder não é um cargo
Pegando o gancho do painelista, o CEO da Novalogic, Felippe Prates, confirmou a tese e lembrou de situações que o fizeram perceber que, muitas vezes, o brasileiro é mais reconhecido lá fora do que por seus próprios pares.
"O que os gringos mais admiram na gente é a força de vontade, a garra que temos para superar os desafios", disse o nome à frente da empresa de engenharia e infraestrutura de data centers.
"O que os gringos mais admiram na gente é a força de vontade, a garra que temos para superar os desafios", disse o nome à frente da empresa de engenharia e infraestrutura de data centers.
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Felippe mencionou também o papel do líder em uma organização. O empresário apontou elementos indissociáveis para uma gestão bem-sucedida.
"Líder tem que ser exemplo para todos, tem que estar junto da equipe, não pode estar num pedestal, só assim é possível construir", finalizou.
Felippe mencionou também o papel do líder em uma organização. O empresário apontou elementos indissociáveis para uma gestão bem-sucedida.
"Líder tem que ser exemplo para todos, tem que estar junto da equipe, não pode estar num pedestal, só assim é possível construir", finalizou.
Compliance é a chave
O compliance, termo que se refere ao cumprimento das leis, padrões éticos e regulamentos os quais a empresa deve seguir, também foi citado na ocasião, principalmente pela ótica da reputação da organização.
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"Governança é essencial, nenhum fundo colocará dinheiro em empresas sem compliance, sem que haja uma segurança mínima", afirma Daniel Maranhão, CEO da Grant Thornton, empresa global de auditoria, consultoria e tributos. Ele, que considera essa cultura essencial, elencou motivos que desfavorecem o empreendedor na hora de fechar um negócio.
"As razões são muitas: não prezou pela governança, não pagou o imposto em dia, houve um desvio de conduta por parte do empresário. Numa dessas, perde-se um negócio gigantesco", aponta Daniel.
"Governança é essencial, nenhum fundo colocará dinheiro em empresas sem compliance, sem que haja uma segurança mínima", afirma Daniel Maranhão, CEO da Grant Thornton, empresa global de auditoria, consultoria e tributos. Ele, que considera essa cultura essencial, elencou motivos que desfavorecem o empreendedor na hora de fechar um negócio.
"As razões são muitas: não prezou pela governança, não pagou o imposto em dia, houve um desvio de conduta por parte do empresário. Numa dessas, perde-se um negócio gigantesco", aponta Daniel.

