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Publicada em 02 de Setembro de 2025 às 12:49

Sebastião Melo ressalta integração campo-cidade na Expointer

Prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, integrou a mesa de autoridades na entrega do prêmio O Futuro da Terra nesta segunda-feira

Prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, integrou a mesa de autoridades na entrega do prêmio O Futuro da Terra nesta segunda-feira

TÂNIA MEINERZ/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), visitou a casa do Jornal do Comércio na Expointer nesta segunda-feira (1º) durante o coquetel para os homenageados pelo prêmio O Futuro da Terra, entregue no mesmo dia com a presença do chefe do Executivo. Na ocasião, destacou a união entre o meio rural e o urbano, proporcionada pela feira agropecuária que é considerada a maior do setor a céu aberto da América Latina.
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), visitou a casa do Jornal do Comércio na Expointer nesta segunda-feira (1º) durante o coquetel para os homenageados pelo prêmio O Futuro da Terra, entregue no mesmo dia com a presença do chefe do Executivo. Na ocasião, destacou a união entre o meio rural e o urbano, proporcionada pela feira agropecuária que é considerada a maior do setor a céu aberto da América Latina.
“Temos dois eventos que acabam se confundindo, aqui e o Acampamento Farroupilha, que foi aberto hoje (segunda-feira, 1º de setembro). E neles se encontra exatamente uma massa metropolitana enorme de pessoas, há uma mistura do homem do campo com o citadino. As próprias famílias da Região Metropolitana têm um pé no campo, nasceram lá. Essa mistura vai muito bem, envolvendo culinária, indumentária e vivência. Imagina quantas crianças vêm conhecer um animal aqui? É um negócio muito legal”, pontuou Melo.
O prefeito destacou que, neste ano, o retorno da operação do Trensurb após a enchente de 2024 tem auxiliado no transporte do público, ampliando as visitações na Expointer, que acontece até domingo no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Na última edição, sem o funcionamento dos trens, a visitação foi reduzida. Mas, em 2025, Melo acredita que o clima é diferente e garantiu sua participação em mais ocasiões: “se eu pudesse, eu moraria aqui por uns dias, mas, infelizmente, como prefeito eu não tenho essa condição. Então, venho em alguns eventos pontuais”, brincou.
O evento também serve, de acordo com ele, para a discussão de melhorias no campo. Especialmente, considerando o cenário de mudanças climáticas que vêm afetando o Rio Grande do Sul nos últimos anos e, consequentemente, a agropecuária e a cadeia do agronegócio.
“O Brasil, como outros países periféricos, não está preparado para este novo normal que vive, que é o do aquecimento global. Aqui na Expointer também é um momento de reflexão e de atitudes. Precisamos mitigar esses efeitos climáticos e fazer diferente. Por exemplo, mudar a matriz energética. Temos uma emissão de CO2 (dióxido de carbono) poderosa das frotas de automóveis e, especialmente, dos ônibus. E isso vale para o campo e para a cidade. É preciso adaptar, climaticamente, a cidade. E isso se faz com planejamento, dinheiro e atitudes”, avalia o prefeito.
O chefe do executivo porto-alegrense ainda ressaltou o papel da ciência nesse contexto. E, nesse sentido, elogiou o prêmio O Futuro da Terra, realizado por uma parceria entre o Jornal do Comércio e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs), que reconhece pesquisadores que contribuíram ao agronegócio e à preservação ambiental ao longo de suas trajetórias acadêmicas.
“Estamos na 29ª edição do prêmio, já são quase 30. E esse é um reconhecimento da ciência, da inovação e da tecnologia. Isso estimula que, nos próximos anos, tenhamos outros vencedores tão grandiosos quanto os dessa edição”, prestigiou.
Melo ainda tocou em um ponto de inflexão entre o agronegócio, especialmente em solo gaúcho, e o governo federal: a busca por soluções para as dívidas rurais. Os produtores cobram que a União amplie o pagamento dos débitos em 20 anos por meio da chamada securitização. A iniciativa pode ser alçada por dois meios: pela discussão no Congresso Nacional ou por ações governamentais. A presença do ministro da Agricultura Carlos Fávaro no evento para possíveis anúncios nesse sentido tem sido cobrada por autoridades, como o vice-governador Gabriel Souza (MDB).
“O agro responde por muitos empregos e muita renda no Brasil inteiro. No Rio Grande do Sul, não é diferente. Quando o campo vai bem, as cidades vão bem. Espero que o governo federal e os agricultores encontrem um ponto de equilíbrio nessa questão de negociação da dívida, porque isso é fundamental para milhares de gaúchos e gaúchas”, avaliou o prefeito.

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