Estudo do governo do Rio Grande do Sul aponta que a
paralisação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, pode gerar
prejuízo de até R$ 3,2 bilhões na economia gaúcha. A estimativa considera sete meses em que o complexo pode ficar "fora do ar", segundo projeção comunicada pelo
governo federal e pela concessionária Fraport Brasil.
A
Fraport condiciona a reabertura à extensão dos danos à pista e aos equipamentos e quanto tempo pode levar para a restauração das condições de voos, seguindo
regras de segurança e normas da aviação para os terminais aeroportuários. O
prazo de outubro também está em foco, mas dependente das
mesmas variáveis - infraestrutura. A empresa
vai apresentar diagnóstico ao governo. O Salgado Filho fechou em 3 de maio.
A simulação feita pela assessoria ao governador Eduardo Leite trabalha com perdas entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, ou 0,4% a 0,5% do PIB, sem a operação, que afeta viagens e transporte de cargas, de junho a dezembro.
Somente no
terminal de passageiros são 80 operações, desde alimentação a locadoras e lojas de vestuário. A Renner tem filial no local. A
rede Casa do Pão de Queijo demitiu cerca de 30 funcionários que atuavam em quatro lojas da marca no aeroporto da Capital.
De janeiro a abril, por exemplo, o Salgado Filho registrou fluxo de 2,2 milhões de pessoas em voos. Diariamente, o complexo vinha tendo, antes do fechamento, 140 a 150 ligações em média por dia.
Hoje a
Base Aérea de Canoas (Baco), na cidade ao lado da Capital, é a
alternativa mais direta ao aeroporto porto-alegrense, mas fica muito distante da frequência e capacidade de operação do terminal que é hub da malha ada aviação nacional. Até agora
são cinco voos de Azul, Gol e Latam, que dobram com ida e volta, mas que não têm frequência diária. Novos voos serão inseridos a partir do fim de junho.
Azul e Latam e
Gol já divulgaram novos dias e horários das ligações com São Paulo.
A estimativa do Estado considera perda média mensal de R$ 360 milhões a R$ 460 milhões. A conta abrange efeito para a receita em diversos segmentos comerciais e de serviços influenciados e dependentes da disponibilidade do complexo.
Na lista, estão impactos para a venda de companhias aéreas, lojas, hotéis, locadoras, estacionamentos, aviação executiva, combustíveis, táxis e e aplicativos de transporte, impostos e cargas