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Patrícia Comunello

Patrícia Comunello

Publicada em 21 de Junho de 2024 às 10:05

Fechamento do Salgado Filho gera perda bilionária a setores que dependem do aeroporto

O Salgado Filho está parado desde maio e pode voltar a operar até dezembro

O Salgado Filho está parado desde maio e pode voltar a operar até dezembro

TÂNIA MEINERZ/JC
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Estudo do governo do Rio Grande do Sul aponta que a paralisação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, pode gerar prejuízo de até R$ 3,2 bilhões na economia gaúcha. A estimativa considera sete meses em que o complexo pode ficar "fora do ar", segundo projeção comunicada pelo governo federal e pela concessionária Fraport Brasil.
Estudo do governo do Rio Grande do Sul aponta que a paralisação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, pode gerar prejuízo de até R$ 3,2 bilhões na economia gaúcha. A estimativa considera sete meses em que o complexo pode ficar "fora do ar", segundo projeção comunicada pelo governo federal e pela concessionária Fraport Brasil.
A Fraport condiciona a reabertura à extensão dos danos à pista e aos equipamentos e quanto tempo pode levar para a restauração das condições de voos, seguindo regras de segurança e normas da aviação para os terminais aeroportuários. O prazo de outubro também está em foco, mas dependente das mesmas variáveis - infraestrutura. A empresa vai apresentar diagnóstico ao governo. O Salgado Filho fechou em 3 de maio.
A simulação feita pela assessoria ao governador Eduardo Leite trabalha com perdas entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3,2 bilhões, ou 0,4% a 0,5% do PIB, sem a operação, que afeta viagens e transporte de cargas, de junho a dezembro.
Somente no terminal de passageiros são 80 operações, desde alimentação a locadoras e lojas de vestuário. A Renner tem filial no local. A rede Casa do Pão de Queijo demitiu cerca de 30 funcionários que atuavam em quatro lojas da marca no aeroporto da Capital.  
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De janeiro a abril, por exemplo, o Salgado Filho registrou fluxo de 2,2 milhões de pessoas em voos. Diariamente, o complexo vinha tendo, antes do fechamento, 140 a 150 ligações em média por dia.
Hoje a Base Aérea de Canoas (Baco), na cidade ao lado da Capital, é a alternativa mais direta ao aeroporto porto-alegrense, mas fica muito distante da frequência e capacidade de operação do terminal que é hub da malha ada aviação nacional. Até agora são cinco voos de Azul, Gol e Latam, que dobram com ida e volta, mas que não têm frequência diária. Novos voos serão inseridos a partir do fim de junho. Azul e Latam e Gol já divulgaram novos dias e horários das ligações com São Paulo.
A estimativa do Estado considera perda média mensal de R$ 360 milhões a R$ 460 milhões. A conta abrange efeito para a receita em diversos segmentos comerciais e de serviços influenciados e dependentes da disponibilidade do complexo.
Na lista, estão impactos para a venda de companhias aéreas, lojas, hotéis, locadoras, estacionamentos, aviação executiva, combustíveis, táxis e e aplicativos de transporte, impostos e cargas  

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