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Publicada em 04 de Agosto de 2025 às 00:25

Brasil sai do Mapa da Fome da ONU, mas desafio persiste

ARTE/JC
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O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), uma conquista que merece ser reconhecida, mas que está longe de representar o fim do problema. O indicador global identifica os países onde mais de 2,5% da população não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável. Segundo o estudo O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025, entre 2022 e 2024, menos de 2,5% da população brasileira enfrentava subnutrição ou insegurança alimentar.
O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU), uma conquista que merece ser reconhecida, mas que está longe de representar o fim do problema. O indicador global identifica os países onde mais de 2,5% da população não tem acesso regular a alimentos suficientes para uma vida saudável. Segundo o estudo O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025, entre 2022 e 2024, menos de 2,5% da população brasileira enfrentava subnutrição ou insegurança alimentar.
O levantamento trienal avalia dados como a quantidade de alimentos disponíveis a partir da produção interna, importações e exportações; o consumo de alimentos; e a ingestão diária adequada de calorias. O País havia deixado o Mapa da Fome pela primeira vez em 2014, mas retornou ao índice no período de 2019 a 2021, quando o indicador chegou a 3,4%. A pandemia de Covid-19 agravou a crise econômica, ampliando o desemprego e a pobreza.
Entre as medidas que contribuíram para que o Brasil voltasse a sair do Mapa da Fome está a recriação do programa Bolsa Família. Atualmente, 19,6 milhões de famílias recebem o auxílio de R$ 600, valor que pode ter acréscimos de acordo com a composição familiar.
Embora o Brasil seja um dos maiores produtores de alimentos do mundo, a comida ainda não chega ao prato de todos. Para reverter esse quadro, o governo lançou programas de incentivo à produção e à distribuição de alimentos, além de ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar. O Programa Arroz da Gente, por exemplo, estimula a produção do grão por pequenos e médios agricultores e busca ampliar os estoques disponíveis para a população.
A parcela de brasileiros em situação de extrema pobreza diminuiu no ano passado, caindo para 6,8% da população — o equivalente a 14,7 milhões de pessoas —, segundo o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas. Ainda assim, as desigualdades regionais e de renda fazem com que milhões de brasileiros tenham acesso precário a alimentos ou vivam sob o risco constante de insegurança alimentar.
Sair do Mapa da Fome é um marco importante, mas é necessário consolidar políticas que garantam a segurança alimentar de forma duradoura. Para isso, é fundamental a união entre governo, setor produtivo e sociedade civil, em prol da erradicação da fome. A redução das desigualdades sociais e a promoção da inclusão são essenciais para o desenvolvimento do Brasil. O desafio é transformar conquistas pontuais em avanços permanentes.

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