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Publicada em 16 de Outubro de 2026 às 18:27

Dólar cai a R$ 5,07 com sinais de fluxo, mas sobe 1,77% na semana

Moeda norte-americana terminou o dia em baixa de 0,26%, a R$ 5,07

Moeda norte-americana terminou o dia em baixa de 0,26%, a R$ 5,07

Arte/JC
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Agências
Após alternar altas e quedas contidas ao longo da sessão, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,26%, a R$ 5,0735. O real se destacou entre os pares latino-americanos, que foram castigados nesta sexta-feira (16) pelo avanço das taxas dos Treasuries e pela aversão ao risco provocada pelo setor de Inteligência Artificial (IA). Um eventual fluxo para a bolsa doméstica, com a firme alta das ações da Petrobras em dia de ganhos de mais de 3% do petróleo, pode ter ajudado a moeda brasileira.
Apesar da leve baixa desta sexta, o dólar encerra a semana com ganhos de 1,77%, após queda de mais de 4% na semana passada, no auge da euforia com a dianteira de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição. Operadores atribuem o tropeço do real na semana ao aumento das incertezas sobre o desfecho da corrida ao Palácio do Planalto, após a última rodada de pesquisas mostrar os candidatos em empate técnico, mas com Flávio ainda numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A percepção é de que o momento é favorável ao petista. Além das manifestações massivas no último fim de semana no campo da esquerda e da aprovação do fim da escala de trabalho 6x1, Lula anunciou outras duas medidas de apelo popular: perdão de dívidas e apoio financeiro a microempreendedores individuais (MEIs) e "tarifa zero" no transporte público em feriados e fins de semana. A entrevista de Lula ontem à TV Globo foi avaliada positivamente por operadores. A expectativa agora é pela participação de Flávio na Globo, na noite desta sexta, e pelo debate no domingo (18) na Band.
Os analistas de câmbio Thierry Wizman e Gareth Berry, do Macquarie Group, afirmam que o retorno da taxa de câmbio a uma faixa entre R$ 5,00 e R$ 5,10 nesta semana reflete, em parte, as condições globais mais desfavoráveis para divisas emergentes, como o fortalecimento do dólar desde o início de outubro.
"Mas também há um certo receio de que as perspectivas de Lula não sejam tão ruins quanto pareciam no dia seguinte ao primeiro turno", afirmam os analistas do Macquarie, que citam as medidas anunciadas nos últimos dias pelo petista e os esforços da campanha para reduzir a abstenção eleitoral e aumentar o engajamento por meio das redes sociais. "Dado o acirramento da disputa, os debates podem determinar o vencedor."
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta à noite mostrou que a diferença de Flávio para Lula caiu de quatro para dois pontos percentuais. As sondagens que saíram nesta sexta confirmam o acirramento da disputa: a CNT/MDA traz Flávio com 46,8% das intenções totais de voto, contra 45,9% de Lula, ao passo que PoderData/Aya traz ambos empatados em votos válidos.
Lá fora, o índice DXY - que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes - recuou e furou o piso dos 102,000 pontos, em meio ao aumento das apostas na manutenção dos juros pelo Federal Reserve neste mês, após o presidente do BC americano, Kevin Warsh, evitar sinalizar os próximos passos da instituição. Por volta das 17h, o Dollar Index recuava 0,28%, aos 101,770 pontos, com recuo de cerca de 0,45% na semana e avanço de 0,30% no mês.

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