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Publicada em 15 de Setembro de 2026 às 18:16

RS vê oportunidades no mar e em terra para a geração eólica

Estado é a região que mais tem projetos offshore de energia a partir dos ventos tramitando no Ibama

Estado é a região que mais tem projetos offshore de energia a partir dos ventos tramitando no Ibama

GETTY IMAGES/DIVULGAÇÃO/JC
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Jefferson Klein
Jefferson Klein Repórter
Várias oportunidades se apresentam no momento para o Rio Grande do Sul no campo da energia eólica tanto no segmento onshore (em terra) como no offshore (no mar). Tramitando no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Estado é o que apresenta o maior número de projetos dessa fonte a serem instalados na costa brasileira: 17. E mais dois projetos, um em Dom Pedrito, da DGE Soluções Renováveis e Casa dos Ventos, e outro em Santa Vitória do Palmar, da Statkraft, deverão ter suas obras iniciadas em solo firme a partir de 2027.
No caso do empreendimento em Dom Pedrito, que terá cerca de 700 MW de capacidade instalada (o que corresponde a aproximadamente 35% da potência eólica hoje em operação no Rio Grande do Sul), a empresa Goldwind está concorrendo para ser a fornecedora de equipamentos para esse complexo. O vice-presidente da Goldwind no Brasil, Roberto Veiga, confirma que existe, atualmente, uma janela de oportunidades para o setor eólico no Rio Grande do Sul.
Ele salienta que, além da capacidade de conexão na rede para novas usinas no Estado, há a perspectiva de que data centers sejam instalados na região, que são consumidores intensivos de energia. “É o momento correto, o Rio Grande do Sul tem que aproveitar a restrição que temos agora no Nordeste, que enfrenta falta de pontos de conexão”, argumenta o executivo.
Já o diretor da Coalizão Eólica Marinha (CEM), Sérgio Coelho, reforça que o Brasil e o Rio Grande do Sul apresentam uma ótima condição para a geração de energia também no mar. “O potencial está aqui”, enfatiza o dirigente.
Coelho considera que as empresas que possuem exploração de petróleo offshore e que pretendem também desenvolver projetos eólicos no mar (como a Petrobras, por exemplo) terão vantagens competitivas por terem mão de obra qualificada nesse campo, assim como poder ainda aproveitar embarcações que já são usadas para apoio marítimo na atividade petrolífera.
Por sua vez, o presidente da Invest RS - Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, Rafael Prikladnicki, frisa que a transição energética é um tema estratégico para o Estado. De acordo com ele, atualmente são 32 projetos de energia renovável dentro da carteira de empreendimentos trabalhada pela Invest RS, que totalizam aproximadamente R$ 20 bilhões em investimentos. “É uma agenda contínua”, finaliza o dirigente.  
 

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