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Notícia da edição impressa de 31/08/2018. Alterada em 03/09 às 18h01min

Caixa Econômica Federal anuncia linha de crédito para piscicultura

Luis Filipe Gunther
A Caixa Econômica Federal veio com novidades para a 41ª Expointer. O banco, que fornece crédito para produtores agrícolas há cinco anos, vai custear produções de peixe em nível nacional. A nova linha foi agregada aos serviços da credora no lançamento do plano Safra, anunciado em maio deste ano. Neste primeiro momento, o crédito será ofertado apenas para cooperativas e integradores - empresas que recebem produtos de diversos criadores.
De acordo com Fabio Lenza, vice-presidente de varejo da Caixa, o investimento em piscicultura foi ofertado pelo banco ao Ministério da Agricultura neste ano. A intenção de investir nesse setor é para que o valor final do produto seja diminuído e, consequentemente, o consumo aumentado. "O preço da tilápia - peixe mais consumido no Brasil - custa em média R$ 37,00 enquanto o valor médio do corte bovino é R$ 18,00. Isso faz com que diminua o consumo e afeta os criadores."
Como é um projeto recente, o crédito para piscicultores será retirado da carteira do crédito agrário, que equivale a R$ 10 bilhões do orçamento do banco. O que pode significar um investimento maior da Caixa no setor agrário. Apesar de ainda ter uma pequena demanda, "o setor deve crescer significativamente em até 10 anos", diz Lenza.
Outra novidade, é o aumento do valor disponível para o crédito agrário. A Caixa Federal vai investir 30% a mais do que no ano passado, R$ 8,5 bilhões. Correspondendo a 2% das aplicações, "o saldo ainda depende do ano safra para receber mais crédito", diz Lenza. Esse ano, adaptado ao plano Safra, os custeios serão feitos a uma taxa de 7 pontos percentuais (p.p). Ao ser questionado se seria feito alguma condição especial para produtores presentes na Expointer, o vice-presidente disse que não. De acordo com Lenza, a taxação ofertada pelo plano safra já é interessante comparando a anterior. "Estamos 1,5% (taxa de juros) menor do que ano passado, e na época achamos mais adequado trazer uma oferta para a exposição."
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