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Justiça

Notícia da edição impressa de 31/08/2018. Alterada em 30/08 às 00h00min

Mediação extrajudicial ganha corpo no agronegócio

Marta (e) Fernanda (d) destacam eficiência na resolução de conflitos

Marta (e) Fernanda (d) destacam eficiência na resolução de conflitos


/MATHEUS PICCINI/ESPECIAL/JC
A mediação extrajudicial é uma das alternativas criadas para desafogar o Poder Judiciário que possui algo próximo de 100 milhões de processos em tramitação, com uma taxa de congestionamento que chega a 73%.
No âmbito do agronegócio, a opção tem ganhado corpo nos últimos anos como uma alternativa eficaz para a resolução de conflitos.
Questões como contratos de arrendamento, comércio de insumos, financiamentos, disputas sobre commodities, divisões de terras, acordos de importação e exportação são alguns problemas que podem ser facilitados, conforme explicou a mediadora da Mediar Humaniza, a advogada Fernanda Susin, em visita à Casa JC na Expointer. Segundo ela, para os empresários e produtores do campo, as vantagens são redução de custos judicias, rapidez, dinamismo e, sobretudo, a confidencialidade. "Muitas vezes, em um processo judicial, o tema da disputa se torna público e isso pode trazer reflexos ainda mais negativos do que a própria disputa", destaca Fernanda.
Marta Bettanzo, também da Mediar Humaniza, ainda salienta que há ganhos expressivos de agilidade. Em apenas uma sessão é possível chegar a um acordo. "No judiciário, leva meses para ser distribuído o processo", comenta.
Fernanda lembra que, no Brasil, o tempo médio para a obtenção de uma sentença em primeira instância chega a cinco anos. "São inúmeras as possibilidades. Com um diálogo, os interessados são protagonistas da construção do próprio acordo. Quando isso ocorre, as partes são mais comprometidas e tendem a cumprir à risca os acordos", revela.
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