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Porto Alegre, domingo, 29 de abril de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 30/04/2018. Alterada em 29/04 às 19h15min

A importante recuperação do mercado imobiliário

Quando tanto se veem placas ofertando para aluguel ou venda igualmente imóveis comerciais e residenciais em Porto Alegre, é bom saber que o setor está passando por recuperação. Lenta, mas sempre recuperação. Após sofrer momentos difíceis por conta da crise econômica que assolou o País, o mercado imobiliário entra no ano de 2018 com fortes expectativas.
Corretores de imóveis afirmam que o setor vem se recuperando com a pretensão de tornar mais sólida a tendência da alta apresentada nos últimos meses de 2017.
Dados positivos foram divulgados pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), os quais foram calculados pela Fipe, da Universidade de São Paulo. Segundo eles, o número de residências vendidas entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018 teve alta acentuada. De acordo com as pesquisas, 82.902 moradias foram lançadas ao mercado brasileiro no mesmo período. Na comparação, as vendas totalizaram 105.297 novos imóveis. Por isso as incorporadoras, imobiliárias e corretores afirmam que é positiva a expectativa para a recuperação das vendas neste ano de 2018. Em 2017, 23 regiões brasileiras encerraram o ano em plena recuperação, comparando com 2016.
O lançamento de novas moradias obteve um aumento de 5,2%, enquanto as vendas tiveram um crescimento de 9,4% relativo ao ano anterior. Consequentemente, indicadores imobiliários mostram o crescimento no mercado de vendas de imóveis residenciais.
O maior número de vendas no mercado imobiliário no primeiro trimestre deste ano se deu por conta da melhora da economia no Brasil, taxas de juros mais baixas, inflação também baixa e uma leve recuperação do Produto Interno Bruto (PIB). Somente no mês de janeiro de 2018, foram lançadas 3.414 residências, sendo que 22,1% delas são de alto e médio padrão; e 76,8%, do programa Minha Casa Minha Vida. O mês teve 8.412 imóveis vendidos, número acima da média mensal do primeiro trimestre de 2017, com 7.616 imóveis. Em contrapartida, nos últimos 12 meses, foram contabilizados 34,1 mil distratos, o equivalente a 30,7% das vendas de novos lançamentos no mesmo período. Outro dado significativo para o mercado foi o aumento do financiamento imobiliário dos recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com R$ 3,84 bilhões em janeiro.
A construção civil é um setor com alta taxa de empregados, ainda que tenha saldo negativo entre contratações e dispensas nos últimos meses. Analistas dizem que um dos motivos de que 2018 será um ano para mais lançamentos e vendas de imóveis é o fato de a Caixa Econômica Federal (CEF) ter orçamento de R$ 82,1 bilhões para investimentos habitacionais. Assim, projeta financiar 650 mil moradias para os próximos anos, tendo como meta principal o Minha Casa Minha Vida, em que R$ 58,8 bilhões sairão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 12,7 bilhões, do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo.
Desde sempre, é sabido que ter um emprego formal ou atividade fixa é fator importante na elevação da dignidade das pessoas, homens e mulheres, ainda mais em meio à situação socioeconômico-financeira pela qual o Brasil está passando, com todas as dificuldades por demais sabidas. Então é de se comemorar a reação do setor imobiliário e suas positivas consequências em toda a cadeia fornecedora na indústria e no comércio, especialmente neste último setor, com vendas de equipamentos e utensílios domésticos para utilizar ou mobiliar uma moradia. Emprego formal e moradia são hoje o anseio da maioria dos brasileiros.
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