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Porto Alegre, terça-feira, 01 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

JC Contabilidade

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Opinião

Notícia da edição impressa de 02/05/2018. Alterada em 01/05 às 18h37min

Fusões e aquisições: bons ventos pela frente

Luciano Bastos
O Brasil saiu de uma forte recessão e está voltando a um cenário positivo com crescimento econômico, baixa inflação e patamar de juros jamais visto. Este novo ambiente, praticamente o inverso da "tempestade perfeita" - que soou como um mantra às avessas nos últimos anos -, traz aos investidores maior apetite para evoluir em negociações de empresas no Brasil.
Ouvimos muito, nos últimos quatro anos, que a dificuldade em prever cenários, principalmente em referência às variáveis macroeconômicas, era um dos grandes empecilhos para evoluir em qualquer negociação de compra de empresas, independentemente do setor. Este cenário de maior previsibilidade e otimismo na retomada do crescimento econômico faz com que estejamos mais perto de ver novamente a belle époque no mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil.
Diante desse quadro, empresas com gestão familiar estão buscando consultorias, a partir de sondagens iniciais de investidores interessados em evoluir em processos de fusões e aquisições. Este movimento começou a partir do último trimestre do ano passado, o que traz uma visão mais positiva para os próximos meses. No dia a dia de nosso escritório, especializado em assessorar empresas em processos de fusão e aquisição, percebemos um crescimento do interesse e da demanda pelos players que atuam nessas áreas de negócios.
Setores que tradicionalmente figuravam como alvo de interesse de investidores, como os de educação, saúde, tecnologia da informação e bens de consumo em geral, começam a dividir espaço com novos setores, como os de infraestrutura, logística e agronegócio. Na hora de fazer a escolha de onde investir, os fundos de participações (os chamados fundos de private equity) levam em consideração as perspectivas de crescimento e as dinâmicas de competição dentro de cada setor. Em paralelo à análise setorial, variáveis internas de cada empresa - como a eficiência do time de gestão, a qualidade dos produtos e serviços, a governança e a estrutura de capital - são fatores fundamentais de escolha.
Dessa forma, fica a dica para os empresários que tenham em mente se submeter a um processo dessa natureza: é necessário fazer o dever de casa antes. A informalidade, a ausência de processos adequados, a incerteza nos números são fatores que diminuem o interesse de investidores. É preciso fechar todos esses gaps antes de buscar o mercado.
Outro fator de grande importância é a busca por ajuda especializada na hora de negociar. A correta precificação de ativos tangíveis e intangíveis, a negociação das regras de governança e a avaliação de contingências são temas complexos, que, em geral, precisam ser conduzidos por quem entende do tema, a fim de evitar uma negociação mal estruturada que possa custar muito mais caro ao empresário no futuro.
Diante desse cenário econômico alvissareiro, do diagnóstico do amadurecimento dos players deste mercado de uma forma geral e pela dinâmica de um mercado extremamente líquido em busca de boas empresas em diversos setores para M&A; gera a possibilidade para que tenhamos de fato muitas movimentações neste sentido, e, sem dúvidas, é uma janela de oportunidades que se abre novamente no cenário doméstico. Já não era sem tempo.
Economista e sócio da K&K Partners 
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