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Porto Alegre, terça-feira, 04 de julho de 2017. Atualizado às 21h33.

Jornal do Comércio

Panorama

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Cinema

Notícia da edição impressa de 05/07/2017. Alterada em 04/07 às 17h12min

Estreia Longa brasileiro Soundtrack com Selton Mello e Seu Jorge

Seu Jorge e Selton Mello atuam no longa brasileiro Soundtrack

Seu Jorge e Selton Mello atuam no longa brasileiro Soundtrack


IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO/JC
Luiza Fritzen
Ambientado no Ártico, estreia amanhã o longa brasileiro Soundtrack. Apesar do título em inglês, o drama é protagonizado pelo brasileiro Selton Mello (Meu nome não é Johnny) e traz também Seu Jorge (Cidade de Deus) ao lado de outros atores internacionais. Quem assume a direção é a dupla Manitou Felipe e Bernardo Dutra, que atendem pelo singular codinome de "300ml" em sua estreia como diretores de longa-metragem.
Na trama, o fotógrafo brasileiro Cris (Mello) viaja até uma estação de pesquisa localizada no Ártico para se isolar e, assim, se dedicar ao novo projeto. Em sua proposta artística, o fotógrafo tem como finalidade realizar uma exposição de arte com fotografias conceituais. As imagens, que, na verdade, são selfies, devem retratar suas reações enquanto escuta certas músicas.
A ideia excêntrica de Cris entra em conflito com a vida dos pesquisadores - entre eles, Mark, cientista que estuda o aquecimento global. Interpretado pelo britânico Ralph Ineson (de A bruxa), o colega de quarto do fotógrafo não esconde sua insatisfação de estar ali enquanto está distante da esposa grávida e da filha de seis anos.
Seu Jorge interpreta o botânico brasileiro Cao, que investiga a flora em situações extremas. Além de atuar, o cantor também compôs músicas para a trilha sonora do longa. O elenco de cientistas se completa com o biólogo chinês Huang (Thomas Chaanhing) e o pesquisador dinamarquês Rafnar (Lukas Loughran).
Selton Mello e Seu Jorge repetem a parceria com a produtora após 10 anos do curta Tarantino's mind, no qual os atores interpretaram amigos que discutem o universo dos filmes do diretor Quentin Tarantino. A presença dos atores brasileiros, no entanto, contrasta com o fato de o filme ser falado em inglês - é claro, com alguns poucos momentos nos quais verbetes em português aparecem, em cenas protagonizadas pela dupla brasileira.
Apesar do cenário gélido, o longa foi filmado no Rio de Janeiro, no Polo do Audiovisual. As instalações são contêineres que se assemelham perfeitamente às estações científicas e recriam o local inóspito e congelante do Polo Norte. Os poucos ambientes e cenários somados à simplicidade dos objetos decorativos reproduzem uma linguagem que leva o público a um lugar muito distante visualmente. A produção foca no básico para a sobrevivência, e a narrativa é conduzida pelos personagens e pela trilha sonora, ou a ausência de sons, em um dos pontos mais frios do planeta.
Mello, que ficou conhecido por atuar em novelas e ganhou destaque por filmes como O palhaço e Jean Charles, incorpora um personagem em busca da identidade de sua própria arte e de autoconhecimento. Sem celular ou computador, o fotógrafo se desconecta a fim de se desvencilhar de sensações negativas e criar com o que resta após se libertar destes sentimentos. As fotos, no filme registradas em uma câmera analógica, são do artista Oskar Metsavaht, conhecido por seu empenho na luta em prol da sustentabilidade.
O choque entre a pesquisa sobre o planeta e ecossistemas dos cientistas se contrasta com a pesquisa pessoal e interna do fotógrafo, o que recria um embate entre ciência e arte e a descoberta de novos pontos de vista a respeito da vida. Se, no início, o fotógrafo parece ser louco por escolher uma região tão pouco atrativa visualmente para seu projeto, logo os cientistas percebem que compartilham da mesma loucura por decidirem, entre tantos lugares melhores no mundo, por fazer pesquisas em um local cuja estadia é tanto mental como fisicamente massacrante. 
No fim, embora de diferentes áreas profissionais, os cinco homens dividem os anseios e a ansiedade por se tornarem conhecidos em suas áreas de atuação, seja graças a um projeto inovador ou pelos resultados de suas pesquisas.
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