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Porto Alegre, segunda-feira, 03 de julho de 2017. Atualizado às 22h13.

Jornal do Comércio

Panorama

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CINEMA

Notícia da edição impressa de 04/07/2017. Alterada em 03/07 às 16h53min

Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre começa nesta terça-feira

Memis Müller e Leo Garcia comandam o Frapa, na Cinemateca Capitólio Petrobras

Memis Müller e Leo Garcia comandam o Frapa, na Cinemateca Capitólio Petrobras


BOCA MIGOTTO/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre (Frapa). O nome pode até sugerir um evento exclusivo para roteiristas, mas não é o caso. Quem garante é Leo Garcia, diretor da iniciativa, que chega à sua quinta edição. "É um festival sobre roteiros", revela ele, indicando também outros exemplos de público que acompanharam a programação dos anos anteriores: produtores, atores, cinéfilos.
De hoje a 7 de julho, a Cinemateca Capitólio Petrobras (Demétrio Ribeiro, 1.085) recebe debates, workshops com convidados do Rio Grande do Sul, Brasil e exterior - além de atividades como concursos, rodadas de negócio e uma mostra competitiva de curtas-metragens. Inscrições a R$ 310,00, que podem ser realizadas pelo site do festival - http://frapa.art.br.
As oficinas, debates e mesas acontecem pela manhã e pela tarde. Entram em pauta assuntos como o episódio piloto de séries - e sua importância como unidade narrativa e instrumento de vendas; o som no roteiro; séries infantis; e o roteiro como espaço para diversidade.
Se a média das últimas edições se repetir, de 250 a 300 pessoas passarão pela Capitólio nos próximos dias, entre profissionais estabelecidos na área, iniciantes e curiosos em geral. "Saber de roteiro é sempre bom, até para produtores, editores e atores", avalia Garcia, que tem como sócia no projeto a produtora executiva Mariana Mêmis Muller.
Considerado o maior evento dedicado ao assunto na América Latina, o festival desse ano tem como atrações nomes que vão de Juliana Rojas (de Trabalhar cansa) até Luiz Bolognesi (Uma história de amor e fúria) e Aly Muritiba (Para minha amada morta), entre outros. Na mesa O que o mercado está procurando?, por exemplo, participam profissionais de empresas como a distribuidora Vitrine Filmes, Canal Brasil e Globo Filmes.
O maior destaque, entretanto, vem de fora do País: James V. Hart, roteirista de Drácula de Bram Stoker (1992), de Francis Ford Coppola. Com uma carreira que inclui também Contato (de Robert Zemeckis, 1997), o roteirista americano participa de duas atividades.
A primeira delas é uma sessão comentada de Hook - a volta do Capitão Gancho (1991), longa dirigido por Steven Spielberg e escrito por Hart. A exibição ocorre às 20h de quinta-feira e é aberta ao público em geral - mas os inscritos no Frapa têm preferência para a entrada. Recomenda-se que os interessados cheguem cedo.
A segunda acontece na manhã seguinte, exclusivamente para o público do evento: uma análise do roteiro de Drácula de Bram Stoker. O convidado vai se debruçar sobre a estrutura do texto, com a ajuda de um software criado por ele a afim de mapear o desenvolvimento dos personagens e tramas.
Apesar de chegar a seu quinto ano e crescendo, o sucesso do evento ainda não pode ser medido em todas as esferas que envolve. Conforme Garcia, é cedo para conferir o resultado de concursos promovidos em anos anteriores. "O processo do audiovisual é demorado. Quem trabalha com isso sabe. Tu escreves um longa e só vai ver ele na tela em cinco anos, talvez", afirma ele, crente que em breve o Frapa terá cases para usar como exemplo.
Para defender seu argumento, o idealizador lembra o histórico do já extinto Prêmio Santander Cultural de desenvolvimento de roteiro, realizado em parceria com a prefeitura de Porto Alegre e Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do Estado. "As últimas edições foram realizadas em 2009 e 2011. As pessoas diziam que não deu certo. Mas só agora os filmes contemplados estão surgindo: Rifle, Mulher do pai...", encerra Garcia, citando dois longas gaúchos que participaram do Festival de Berlim em fevereiro.
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