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Porto Alegre, quarta-feira, 28 de dezembro de 2016. Atualizado às 12h29.

Jornal do Comércio

Panorama

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cinema

Notícia da edição impressa de 28/12/2016. Alterada em 28/12 às 13h31min

Carrie Fisher: o adeus da musa

Intérprete da icônica Princesa Leia, Carrie Fischer morreu ontem, aos 60 anos

Intérprete da icônica Princesa Leia, Carrie Fischer morreu ontem, aos 60 anos


DISNEY/DIVULGAÇÃO/JC
"A última coisa que eu queria era entrar para a indústria do entretenimento, uma ocupação instável que distribuía doses homeopáticas de desconforto e humilhação como lanches mornos em exibições de filmes", lembra Carrie Fisher no livro Memórias da princesa (ed. Bestseller).
Por uma ironia, contudo, a atriz que morreu ontem, aos 60 anos, acabou alçada ao posto de maior musa da história do universo nerd como a princesa Leia na saga Star Wars, de George Lucas. A informação foi confirmada pelo porta-voz da família, Simon Halls, à revista The Hollywood Reporter. Carrie teve um ataque cardíaco durante um voo entre Londres e Los Angeles e foi internada em estado grave assim que o avião pousou, no último dia 23 - ela ficou alguns dias hospitalizada, mas não resistiu.
A atriz baixinha (tinha 1,55m de altura) de olhos castanhos, voz suave e tiradas sarcásticas soma 90 produções em sua filmografia, mas nenhuma que chegasse aos pés do impacto cultural que Star Wars exerceria, inclusive na vida pessoal de Carrie. "Eu gostei de ser a princesa Leia. Ou do fato de a princesa Leia ser eu", escreve no seu livro de memórias. "Ao longo do tempo, passei a imaginar que nós duas viramos uma só."
A vida da atriz foi um espelho de Hollywood: nascida em Beverly Hills, em 1956, Carrie envolveu-se com drogas e com homens famosos (foi casada com o músico Paul Simon e revelou um affair por Harrison Ford), e esteve sob os holofotes desde criança. Ela era filha do cantor Eddie Fisher (1928-2010) com a atriz Debbie Reynolds, 84 anos, de Cantando na chuva (1952).
A aversão que, de início, nutria pela indústria do entretenimento se deveu em grande parte ao escândalo que foi o término do casamento de seus pais, em 1959, quando Carrie ainda não tinha completado 3 anos: Eddie trocou Debbie pela também atriz Elizabeth Taylor. Aos olhos de Carrie, sua mãe foi afundando na depressão ao mesmo tempo em que os bons papéis em Hollywood minguavam.
Foi justamente ao lado da mãe que Carrie estreou, em 1969, fazendo uma ponta no telefilme Debbie Reynolds and the sound of children. No começo de 1976, surgiria o teste que mudaria a vida da atriz. Num escritório em Los Angeles, dois diretores da chamada nova geração de Hollwyood, Brian de Palma e George Lucas, procuravam jovens atrizes para protagonizarem seus respectivos filmes.
O primeiro queria uma moça para o terror Carrie, a estranha, possibilidade pela qual ela se dizia mais atraída; o segundo queria alguém para participar de uma peculiar saga espacial que mais tarde se tornaria um fenômeno; mas para a qual, naquela época, ninguém dava importância. Era Star Wars.
Rodado em boa parte na Inglaterra, ao longo de 1976, o primeiro episódio filmado da saga, Guerra nas estrelas (posteriormente conhecido como Uma nova esperança), narra a aventura espacial de Luke Skywalker (Mark Hammill), incumbido de resgatar a princesa Leia, capturada pelo maligno Darth Vader.
Ela participou dos três filmes da trilogia clássica Star Wars, que se completou em 1983 com O retorno de Jedi, trabalho em que ela aparece trajando o famoso biquíni metálico que acabou se tornando uma das mais famosas peças de vestuário do universo pop.
Mas seu rosto ficou tão marcado por interpretar a princesa Leia que, a partir dos anos 1980, a atriz passou a estrelar apenas papéis coadjuvantes, em comédias como Meus vizinhos são um terror, Tem um morto ao meu lado, Um sonho chamado Fred e Loverboy.
Ela voltou a atuar no universo Star Wars recentemente, convocada para reviver a princesa Leia em O despertar da força (2015) e estava escalada para os dois filmes seguintes - o próximo estreia em dezembro de 2017. Carrie Fisher deixa uma filha, a atriz Billie Lourd, de 24 anos.
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