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Porto Alegre, quarta-feira, 21 de dezembro de 2016. Atualizado às 22h00.

Jornal do Comércio

Panorama

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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 22/12/2016. Alterada em 21/12 às 18h30min

Grupo RZO volta a ativa com show em Porto Alegre

RZO apresenta novidades em show no Opinião

RZO apresenta novidades em show no Opinião


DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
Há muitos fãs de rappers contemporâneos, de expoentes como Emicida, Criolo e Projota, que não conhecem a geração que abriu as portas do hip hop brasileiro. Essa é uma das justificas de DJ Cia para o retorno do grupo RZO - Rapaziada da Zona Oeste. Após a volta das atividades em 2014, o coletivo paulista está prestes a lançar o primeiro disco de estúdio desde Evolução é uma coisa (2003).
Para mostrar algumas das músicas do compacto e lembrar clássicos da carreira, DJ Cia, Helião e Sandrão sobem ao palco do Opinião (José do Patrocínio, 834) hoje à noite. O show ocorre a partir das 23h, com ingressos por valores de R$ 30,00 a R$ 140,00 – disponíveis nas lojas Youcom ou pelo site Minha Entrada.
O RZO já finalizou as sessões do novo registro, que está em fase de mixagem e tem previsão de lançamento para janeiro. Mesmo que a maior parte do material seja inédito, os fãs podem se contentar com algumas prévias. Já divulgadas, As faixas Paz em meio ao caos e Jovens à frente do tempo mesclam uma produção de sonoridade moderna e a pegada contestadora da rima dos rappers.
Conforme o DJ, o rap sempre reflete e versa sobre os tempos atuais - e ele e seus colegas não fogem dessa máxima. E se não há muitas alterações em termos de abordagens, é porque o coletivo entende que muitos dos problemas de 13 anos seguem como demandas pertinentes. O que mudou mesmo é a roupagem, com uma sonoridade refinada após anos de experiência: da pausa do grupo para cá, Cia acumulou parcerias com Seu Jorge e turnês solo. A questão primordial, então, era remodelar o projeto sem perder a essência conhecida pelo público. “A nossa ideologia é a mesma”, frisa ele, completando: “a mensagem é sempre de tentar fazer algo para mudar a realidade que vivemos, porque essa é a ideia do movimento”.
Outra novidade que o RZO já entregou para os fãs é o single Neural, com participação póstuma de Sabotage - rapper morto em 2003. A música passou por um processo de criação que incluiu até a utilização de inteligência artificial. Através da computação, foram analisadas letras e manuscritos deixados pelo ícone e, a partir delas, gerados versos que o carioca poderia ter escrito. Validadas por amigos e familiares, as frases escolhidas inspiraram Helião a pensar no conceito da música e a desenvolver outras rimas.
A relação de Sabotage com a Rapaziada da Zona Oeste é antiga. A lista de feitos do grupo inclui a apresentação do "Maestro do Canão" ao público - a exemplo do que aconteceu com Negra Li. Ela, DJ Cia e Sandrão até participam de Sabotage, disco lançado neste ano e trabalhado ao longo de uma década por parceiros do falecido cantor e compositor. “Temos ele como um dos nossos grandes mestres”, resume Sandrão, completado por DJ Cia: “As músicas do disco tinham um texto atual para o momento de hoje, porque as coisas no Brasil não mudaram tanto no sentido de melhorias para o povo”.
Ao vivo, além das faixas novas, a equipe de músicos, que ainda conta com a presença dos MC's Calado e Nego Jam, não deixa o passado de lado. O repertório do show conta com representantes do álbum de estreia, Todos são manos (1999), como O trem, e também de Evolução é uma coisa - caso de Rolê na vila. A ausência fica por conta da figura de Negra Li, que despontou como integrante do grupo. Ela voltou a trabalhar com os músicos em shows e colabora no disco novo, mas não vem a Porto Alegre. Conforme DJ, a cantora está se dedicando a um novo álbum solo – o que tem dificultado o acompanhamento das apresentações do RZO
Já o retorno aos palcos e estúdios, segundo o produtor, tem como maior desafio reencontrar o espaço no hip hop nacional. E esse contexto, destaca Sandrão, é favorável: em comparação com a primeira fase do grupo, a cena está melhor organizada. “O terreno foi muito bem preparado. Temos uma rede de profissionais que nos ajudam a fazer com que o rap tenha mais estrutura”, comemora.
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