Após o fechamento das urnas às 17h, os apoiadores de Juliana Brizola se dirigiram ao comitê da pedetista, na rua José Bonifácio, bairro Bom Fim, em Porto Alegre, para acompanhar a apuração dos votos. No entanto, conforme a contagem dos votos avançou no fim do dia – concretizando a vitória de Zucco – o entusiasmo no rosto da militância se transformou em frustração. Muitos desistiram de esperar Juliana no comitê e foram embora carregando suas bandeiras.
Juliana chegou ao seu comitê acompanhada do vice Edegar Pretto (PT) e do candidato ao Senado Paulo Pimenta (PT) – que ficou em quarto lugar no pleito. A outra candidata ao Senado Manuela d’Ávila (PSOl) – que ficou em terceiro lugar – não compareceu ao pronunciamento. A candidata do PDT ao governo do Estado iniciou a sua fala tentando descontrair o clima triste. “Não fiquem com essa cara de velório, gente”, disse Juliana.
Em seguida, disse que, apesar da derrota, a militância tinha um alento: lutar pela reeleição do presidente Lula. Na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno em primeiro lugar, com cerca de 47% das intenções de voto, enquanto o petista ficou em segundo lugar, com quase 45%. “Temos um grande alento, que é a eleição do presidente Lula. Vamos trabalhar a partir de amanhã para isso”, declarou Juliana.
Ela também agradeceu a Paulo Pimenta por costurar a aliança da maioria dos partidos de centro-esquerda no primeiro turno. “Tivemos uma grande conquista, que foi unir o nosso campo no primeiro turno, o que nunca tinha acontecido”, comentou.
Juliana revelou ainda que recebeu uma ligação de Zucco. “Já recebi um telefonema do governador eleito Zucco. Temos grandes diferenças. Mas não vou atrabalhar o Rio Grande do Sul por causa dessas diferenças”, comentou.
Juliana Brizola terminou o primeiro turno com 31,65% dos votos válidos. Ela recebeu 1.917.374 dos votos no Rio Grande do Sul.