A apuração das Eleições Gerais Ordinárias de 2026 atingiu a marca de 97,01% das seções totalizadas no País. Com esse percentual apurado (484.309 de 499.248 seções), o sistema oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que a disputa para o cargo de Presidente da República está "matematicamente definida (Segundo turno)".
No topo da votação, o senador Flávio Bolsonaro (PL) encerrou a contagem parcial na primeira colocação, obtendo 47,45% dos votos válidos, o que representa 54.869.641 eleitores. O resultado coloca o candidato do PL na liderança com uma vantagem de cerca de 3,22 milhões de votos sobre o segundo colocado.
Na segunda posição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 44,66% das escolhas válidas, somando 51.640.533 votos. A margem apertada entre os dois concorrentes reforça o ambiente de disputa acirrada que deve dar o tom das próximas semanas de campanha antes da votação decisiva.
O que significa a definição matemática?
A notificação de "definição matemática" é emitida automaticamente pelos sistemas da Justiça Eleitoral quando a quantidade de votos ainda não contados se torna insuficiente para alterar o resultado da disputa ou evitar a realização de uma nova rodada de votação.
De acordo com a Constituição Federal, para ser eleito em primeiro turno, o candidato à Presidência da República necessita obter a maioria absoluta dos votos válidos — ou seja, mais de 50% dos votos, excluídos os brancos e os nulos. A definição matemática ocorre antes do encerramento total da contagem (100% das urnas). Isso se dá porque os 2,99% de votos pendentes das urnas restantes não possuem volume numérico suficiente para reverter a porcentagem e levar o primeiro colocado a ultrapassar a barreira dos 50% dos votos válidos. Mesmo que 100% dos votos ainda não apurados fossem válidos e direcionados a um único candidato, o teto constitucional para vitória em primeiro turno não seria atingido.