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Publicada em 06 de Agosto de 2024 às 17:12

Plano Municipal de Redução de Riscos aponta 149 zonas críticas

Soluções começarão a ser apresentadas no mês de outubro

Soluções começarão a ser apresentadas no mês de outubro

EVANDRO OLIVEIRA/JC
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Ana Carolina Stobbe
Ana Carolina Stobbe
A Prefeitura de Porto Alegre apresentou nesta terça-feira (06) o Plano Municipal de Redução de Riscos. O mapeamento aponta 149 zonas de risco alto ou muito alto. Ao todo, fenômenos climáticos poderiam afetar cerca de 84 mil habitantes da capital gaúcha nessas regiões. As propostas de intervenção nos locais prioritários começarão a partir de outubro deste ano e a versão final do relatório está prevista para novembro de 2025.
A Prefeitura de Porto Alegre apresentou nesta terça-feira (06) o Plano Municipal de Redução de Riscos. O mapeamento aponta 149 zonas de risco alto ou muito alto. Ao todo, fenômenos climáticos poderiam afetar cerca de 84 mil habitantes da capital gaúcha nessas regiões. As propostas de intervenção nos locais prioritários começarão a partir de outubro deste ano e a versão final do relatório está prevista para novembro de 2025.
O planejamento foca em soluções convencionais de engenharia e em soluções baseadas na natureza. Assim, as medidas a serem apresentadas pelos pesquisadores responsáveis pela elaboração do Plano deverão tentar contemplar objetivos ambientais, sociais e econômicos simultaneamente. Outra iniciativa do Plano é a participação da comunidade na sua elaboração. Assim, são previstas sensibilizações e mobilizações de atores chave, caminhadas comunitárias e oficinas. Os retornos à sociedade serão realizados por meio de reuniões e audiências públicas.
Durante o Menu POA, evento realizado na mesma data e promovido pela Associação Comercial de Porto Alegre (ACPA), o Plano foi elogiado pelo diretor-geral da Defesa Civil, Evaldo Rodrigues de Oliveira Júnior. "Envolver a população na compreensão do que se faz num desastre ambiental permite que a resposta do poder público tenha o engajamento da população. Hoje, todas as pessoas estão amedrontadas com o que aconteceu em maio nos municípios gaúchos", argumentou.
A proposta foi realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e com o Ministério das Cidades. Seu objetivo é o de reduzir os riscos geológicos causados, principalmente, por inundações, enxurradas e deslizamentos. A coordenação ficou a cargo do geógrafo especialista em sensoriamento remoto e em recursos hídricos e saneamento ambiental, Guilherme Garcia de Oliveira, e o engenheiro civil e especialista em mecânica do solo Luiz Antonio Bressani; ambos vinculados à Ufrgs.

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