As enchentes de maio de 2024 ainda ressoam na Serra Gaúcha, por meio de obras de reconstrução de estradas ainda não finalizadas. A isso, somam-se problemas logísticos anteriores à catástrofe climática. É por isso que o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), Vitor Agostini, considera a questão como um dos principais entraves ao desenvolvimento econômico da Serra.
• LEIA TAMBÉM: Infraestrutura e mão de obra são desafios ao desenvolvimento da região da Serra
“Se compararmos o Rio Grande do Sul com uma bota, nós (da Serra) somos a sola. Tudo que tem que trazer de matéria-prima é um grande desafio”, destacou o executivo nesta terça-feira, 31 de março, durante evento do Mapa Econômico do RS em Veranópolis, do qual participou como painelista.
Para o dirigente, uma alternativa viável seria a das ferrovias, cuja malha foi considerada por ele como “sucateada”. “Poderíamos nos beneficiar muito se pudéssemos trazer comida, chapas, aço, etc., de trem. Traríamos tudo a um custo logístico menor e bem mais rápido”, considerou.
Outro entrave apontado por ele diz respeito ao contexto macroeconômico: o endividamento da população, a partir de empréstimos e jogos de aposta – as famosas “bets”. “Precisamos de uma política de financiamento para o consumo de móveis com juros acessíveis. Hoje, além dos juros serem muito altos, temos um problema gigante de inadimplência”, avaliou.
“Se compararmos o Rio Grande do Sul com uma bota, nós (da Serra) somos a sola. Tudo que tem que trazer de matéria-prima é um grande desafio”, destacou o executivo nesta terça-feira, 31 de março, durante evento do Mapa Econômico do RS em Veranópolis, do qual participou como painelista.
Para o dirigente, uma alternativa viável seria a das ferrovias, cuja malha foi considerada por ele como “sucateada”. “Poderíamos nos beneficiar muito se pudéssemos trazer comida, chapas, aço, etc., de trem. Traríamos tudo a um custo logístico menor e bem mais rápido”, considerou.
Outro entrave apontado por ele diz respeito ao contexto macroeconômico: o endividamento da população, a partir de empréstimos e jogos de aposta – as famosas “bets”. “Precisamos de uma política de financiamento para o consumo de móveis com juros acessíveis. Hoje, além dos juros serem muito altos, temos um problema gigante de inadimplência”, avaliou.
• LEIA TAMBÉM: Presidente da Associação Comercial e Industrial de Veranópolis aponta falta de mão de obra e logística como entraves na Serra Gaúcha
Para Agostini, o ano será repleto de outras questões que deverão ser enfrentadas. Entre elas, a preocupação com um período eleitoral que se avizinha e a implementação da reforma tributária, que caminha a passos largos.
Entretanto, ele também pontuou oportunidades de desenvolvimento regional. Especialmente, as ligadas à tecnologia e à inovação.
“No nosso setor, falamos muito em tecnologia e em inovação. Precisamos investir em máquinas. Temos que buscar melhores financiamentos. É necessário termos sistemas e processos que agilizem as operações das indústrias. Para que possamos produzir melhor, com mais qualidade, e chegarmos mais competitivos no mercado”, defendeu o líder da Movergs.
Outro ponto de atenção é o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que será aplicado provisoriamente a partir do dia 1º de maio e é visto com bons olhos por Agostini, que considera que a decisão facilitará a compra de maquinários do outro lado do Atlântico e abrirá novas portas ao Estado: “É difícil entrar no mercado europeu, mas tem muita oportunidade para o setor moveleiro”, destacou.
Para Agostini, o ano será repleto de outras questões que deverão ser enfrentadas. Entre elas, a preocupação com um período eleitoral que se avizinha e a implementação da reforma tributária, que caminha a passos largos.
Entretanto, ele também pontuou oportunidades de desenvolvimento regional. Especialmente, as ligadas à tecnologia e à inovação.
“No nosso setor, falamos muito em tecnologia e em inovação. Precisamos investir em máquinas. Temos que buscar melhores financiamentos. É necessário termos sistemas e processos que agilizem as operações das indústrias. Para que possamos produzir melhor, com mais qualidade, e chegarmos mais competitivos no mercado”, defendeu o líder da Movergs.
Outro ponto de atenção é o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que será aplicado provisoriamente a partir do dia 1º de maio e é visto com bons olhos por Agostini, que considera que a decisão facilitará a compra de maquinários do outro lado do Atlântico e abrirá novas portas ao Estado: “É difícil entrar no mercado europeu, mas tem muita oportunidade para o setor moveleiro”, destacou.
• LEIA TAMBÉM: Mapa Econômico traz novos indicadores do RS em 2026
O posicionamento trouxe uma divergência com o painelista Ubiratã Rezler, que preside a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Na sua visão, há setores que, diferentemente do moveleiro, terão dificuldades com a aproximação dos blocos econômicos, como o de hortifrutigranjeiros e o de vinhos.
Agostini, entretanto, manteve as esperanças, destacando o potencial de crescimento da Serra em suas considerações finais. “É um mar de oportunidades, precisamos colocar as pessoas certas nos lugares certos”, concluiu.
O posicionamento trouxe uma divergência com o painelista Ubiratã Rezler, que preside a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Na sua visão, há setores que, diferentemente do moveleiro, terão dificuldades com a aproximação dos blocos econômicos, como o de hortifrutigranjeiros e o de vinhos.
Agostini, entretanto, manteve as esperanças, destacando o potencial de crescimento da Serra em suas considerações finais. “É um mar de oportunidades, precisamos colocar as pessoas certas nos lugares certos”, concluiu.