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Publicada em 16 de Junho de 2026 às 19:26

Infraestrutura é desafio para consolidar a rota das Missões, no RS

Redução São Miguel Arcanjo, na região das Missões jesuítico-guaranis

Redução São Miguel Arcanjo, na região das Missões jesuítico-guaranis

Brayan Martins/Ascom Sedes/Divulgação/JC
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Eduardo Torres
Eduardo Torres Repórter
Os 400 anos das Missões jogou holofotes sobre um dos maiores patrimônios históricos e culturais do Rio Grande do Sul, com o potencial turístico que este valor garante, ainda muito abaixo do seu potencial. Anunciado no ano passado pelo Governo do Estado, um pacote de investimentos que chegará a R$ 50 milhões pretende potencializar a transformação da região.
Os 400 anos das Missões jogou holofotes sobre um dos maiores patrimônios históricos e culturais do Rio Grande do Sul, com o potencial turístico que este valor garante, ainda muito abaixo do seu potencial. Anunciado no ano passado pelo Governo do Estado, um pacote de investimentos que chegará a R$ 50 milhões pretende potencializar a transformação da região.
O grande desafio, de acordo com o responsável pelo Departamento de Turismo da Associação dos Municípios das Missões, o prefeito Rafael Godois, de São Nicolau, está em conseguir integrar roteiros, infraestrutura e investimentos privados que façam o turista realmente permanecer nas Missões.
"O pacote de investimentos e todo o evento dos 400 anos das Missões fez todos na região compreenderem que o turista não escolhe um município para visitar, ele quer viver as experiência das Missões como um todo, e isso exige planejamento coletivo, calendário integrado, investimentos articulados e governança regional. A nossa estratégia de transformação a partir deste impulso gerado pelos 400 anos se resume em três pilares: investimento público estruturante, promoção integrada do destino e segurança institucional para o investidor privado", explica Godois.
A estimativa é de que, anualmente, o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, nas ruínas presentes no município de São Miguel das Missões, receba entre 60 e 80 mil visitantes. Se forem consideradas todas as estruturas atuais das missões jesuíticas guaranis, o volume não ultrapassa 100 mil visitantes anuais. Neste ano, com a comemoração dos 400 anos, somente no primeiro trimestre do ano houve crescimento de 20% no fluxo de turistas no sítio arqueológico. A perspectiva da Secretaria Estadual de Turismo é de que, em todo o ano, a região tenha um aumento de 25% no volume de turistas. E aí a conta não fecha e deixa o desafio aos gestores locais.
Dados do cadastro de turismo dão conta que somente Santo Ângelo, entre todos os municípios da região das Missões, figura entre os 50 municípios com maior número de estabelecimentos turísticos cadastrados no Rio Grande do Sul. São 19 estabelecimentos, mas a maior parte são agências de turismo. Há somente quatro hotéis e um restaurante cadastrado. Em São Miguel das Missões, são apenas 347 leitos formais, bem abaixo da demanda que, eventualmente, poderia interessar-se em permanecer na região.
"Precisamos avançar em infraestrutura, acessibilidade, sinalização turística, conectividade, qualificação profissional, promoção nacional e internacional e, principalmente, construção de experiências que façam o visitante permanecer mais tempo na região. Quando há investimento público e um calendário de eventos consolidado, criamos um ambiente favorável aos investidores do setor hoteleiro, mas não me refiro somente a empreendimentos como hotéis. São restaurantes temáticos, centros de experiências culturais, espaços para eventos, turismo rural e gastronômico, comércio de produtos identitários e experiências noturnas permanentes", aponta o prefeito.
De acordo com a Associação dos Municípios das Missões (AMM), até agora, 10 municípios, com 13 projetos previstos, já assinaram convênios com o Estado para o repasse, que iniciou ainda no ano passado, de R$ 33,8 milhões. Outros 17 projetos, em 14 municípios, seguem em análise de documentos para a formalização dos convênios.
Entre os principais projetos já rodando ou em fase de preparação, com recursos garantidos, estão a Projeção Mapeada das Missões, que permitirá uma experiência tecnológica e sensorial nas ruínas em São Miguel das Missões e em Santo Ângelo. São R$ 10,5 milhões aportados nessas duas estruturas. E há ainda, também em São Miguel das Missões, o Parque Mundo Missioneiro, com investimento de R$ 6,5 milhões.
"É um marco, tanto pelo volume de recursos, que atende a uma demanda histórica da região, quanto por despertar ainda mais uma identidade regional e mobilização das comunidades. Passamos a pensar coletivamente em formas de consolidarmos o turismo nas Missões", comemora Rafael Godois.
E quando se fala em turismo, agregar programações com ticket médio elevado, que garantam a permanência dos visitantes, é um bônus. A partir dos eventos dos 400 anos das Missões, por exemplo, a expectativa do setor é agregar essa programação a roteiros de turismo como o Salto do Yucumã, no Parque Estadual do Turvo, em Derrubadas, ou as minas de Ametista do Sul.

Atrações do turismo na Macrorregião Norte

  • Missões Jesuíticas Guaranis (Região das Missões)
  • Rota das Águas e Pedras Preciosas (Ametista do Sul, Iraí, Frederico Westphalen, Vicente Dutra)
  • Salto do Yucumã (Derrubadas)
  • Memória da Agricultura (Horizontina)
  • Pesca Esportiva (Porto Xavier, Giruá, São José do Inhacorá)

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