Recém restaurado e reaberto à comunidade, o histórico Casarão dos Bina, em Gravataí, será utilizado como sede em três salas para oficinas gratuitas de artes cênicas e visuais, música e literatura a partir do dia 29 de novembro. Em parceria entre a prefeitura de Gravataí e o Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Sul (Sesc/RS), as atividades serão ofertadas para crianças e adolescentes de seis a 14 anos com renda familiar per capita de até dois salários mínimos.
"O Casarão dos Bina, recém restaurado, será um importante centro que irá fomentar a produção cultural na cidade, estimulando a criatividade e promovendo a inclusão social por meio da arte e da cultura. A parceria com o Sesc/RS possibilitará o atendimento gratuito de crianças e adolescentes, sobretudo a população carente, com diversas atividades culturais, encontrando neste espaço incentivos para estudar e se desenvolver", avalia Giulliano Pacheco, secretário de Governança, Comunicação e Cultura.
As inscrições para as oficinas já estão abertas e podem ser realizadas na unidade do Sesc Gravataí, na rua Anápio Gomes, número 1241. Serão ofertadas 280 vagas com preenchimento de acordo com a ordem de inscrição e preferência para dependentes de comerciários, por se tratar de atividade realizada em parceria com o Sesc. Crianças e adolescentes do público em geral que se enquadram nas regras e limites de renda familiar também podem se inscrever. Para manter a participação nas oficinas, é preciso ter presença mínima em 75% das atividades.
Além das oficinas culturais, o casarão também servirá como espaço de memória e estará aberto para visitação do público em geral a partir do dia 29. Itens doados pela família de Carlos Bina e que pertenceram ao patriarca ficarão expostos em uma parte do prédio para recontar a história do icônico proprietário. Além disso, uma escola de educação ambiental também será instalado em um dos cômodos do Casarão.
Localizado no distrito de Barro Vermelho, em Gravataí, o Casarão dos Bina fica às margens da RS-030, numa área que representa a transição entre as zonas urbana e rural da cidade. O edifício foi erguido pelo construtor Antônio Dias Fialho, ainda no século XIX. O prédio foi vendido e tornou-se propriedade de Dario Barbosa no século XX até ser, finalmente, comprado por Carlos Bina, em 1937.