Porto Alegre, qui, 03/04/25

Publicada em 14 de Outubro de 2024 às 18:47

Proposta quer zerar custo da passagem de ônibus em São Leopoldo

Atualmente, passageiros pagam R$ 5,00 pela tarifa; forma de compensação será discutida no ano que vem

Atualmente, passageiros pagam R$ 5,00 pela tarifa; forma de compensação será discutida no ano que vem

CÁTIA CYLENE/DIVULGAÇÃO/CIDADES
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Liliane Moura
Liliane Moura Repórter
O Legislativo de São Leopoldo terá, nos primeiros meses de 2025, uma proposta para isentar o pagamento de tarifa nos ônibus da cidade. O proponente é o vereador eleito Anderson Etter (PT). Ele afirma que a iniciativa trará benefícios sociais, ambientais e econômicos para a cidade da Região Metropolitana. No Estado, o modelo é implementado nos municípios de Parobé e Pedro Osório, além de cerca de 100 cidades brasileiras.
Atualmente, no município, o valor da passagem é de R$ 5,00. Segundo o vereador eleito, a gratuidade dos coletivos garantiria um maior interesse da população pelo uso dos coletivos.
"Por causa do valor dos coletivos, infelizmente muitas pessoas estão impedidas de usar os espaços públicos, que é um direito social delas. A tarifa zero aumentará a circulação de pessoas na cidade e comércio também ganhará com isso, aumentará a arredação da prefeitura", comenta o vereador, que também atuou na secretaria de Meio Ambiente da atual gestão.
Ele ainda explica que 49% das emissões gases poluentes em São Leopoldo são oriundas de veículos, considerando todos que circulam na cidade. conforme o Inventário dos Gases de Efeito Estufa. A ideia, com a iniciativa, segundo Etter, é que menos carros passem a circular em São Leopoldo e, com isso, reduza a emissão desses gases. Elaborada em 2023, a iniciativa de enfrentamento às mudanças climáticas é composta por 43 ações, entre elas, a implementação no transporte público gratuito com projeto piloto em 2025, para ser implementada até 2030. "Eu garanto que enviarei a proposta para a prefeitura em 2025, as próximas etapas depende do Executivo", diz sobre o cronograma da tarifa zero.
Sobre a forma de financiamento do projeto, o vereador aborda que uma das alternativas poderá ser um Fundo Municipal de Mobilidade Urbana. No entanto, isso será discutido com todos os setores sociedade no decorrer de 2025, ano em que iniciará o mandato.
A pauta foi discutida também com o Consórcio Operacional Leopoldense (COLEO) que é composto por quatro empresas: Viação Feitoria, Viação Leopoldense, Viação Sinoscap e Empresa de Transporte Sete de Setembro. Os empresários aprovam a iniciativa como forma de atingir o equilíbrio financeiro e aumentar a qualidade do transporte público, de acordo com o vereador.
O setor sofre com a redução de passageiros nos coletivos há anos. Segundo a COLEO, em agosto de 2019, no município havia mais de 1,3 milhão de passageiros que utilizam o sistema de transporte municipal. Em dezembro de 2020, durante o período da pandemia, o número foi para 522 mil. Em maio desse ano, segundo o informe da entidade, o número de passageiros foi de 830 mil - uma redução de quase 37% frente ao número de 2019. "Não só na pandemia, as enchentes de maio diminuíram mais ainda o número de pessoas. Com o decréscimo de viajantes há, também, a redução da linhas e diminuição dos funcionários, precarizando o serviço", analisa o vereador. 
 

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