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Publicada em 09 de Outubro de 2026 às 12:00

Israel critica Nobel da Paz a Navi Pillay e acusa prêmio de legitimar ódio contra o país

Segundo o ministério, a escolha de Pillay representa uma "instrumentalização grotesca" do Nobel

Segundo o ministério, a escolha de Pillay representa uma "instrumentalização grotesca" do Nobel

Javad Parsa / AFP/JC
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Agências
O Ministério das Relações Exteriores de Israel reagiu nesta sexta-feira à concessão do Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navi Pillay, ex-chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), e acusou a premiada de promover uma campanha politicamente motivada contra o país.
"Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e libelos de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma concorrente. Seria a favorita", afirmou a chancelaria israelense em publicação na rede social X. Segundo o ministério, a escolha de Pillay representa uma "instrumentalização grotesca" do Nobel para legitimar "ódio e preconceito anti-Israel". A nota acrescentou que, após a decisão, "Joseph Goebbels certamente está aplaudindo do inferno".
Pillay, de 85 anos, presidiu a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os territórios palestinos ocupados e Israel, que concluiu no ano passado que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza e atribuiu a autoridades israelenses incitação ao crime.
O governo de Benjamin Netanyahu rejeita as conclusões e acusa o órgão de parcialidade. A comissão também responsabilizou o Hamas por crimes de guerra e violações do direito humanitário internacional no ataque de 7 de outubro de 2023.
Ao anunciar o prêmio em Oslo, o Comitê Norueguês do Nobel afirmou que a atuação de Pillay em defesa do direito internacional é uma "fonte de esperança e inspiração" e disse que a escolha envia uma mensagem em favor do sistema internacional baseado em regras.
Pillay, que já atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional (TPI) e hoje integra como magistrada ad hoc a Corte Internacional de Justiça (CIJ), reiterou após o anúncio sua avaliação de que o que ocorre em Gaza é "genocídio".

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