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Publicada em 26 de Setembro de 2025 às 16:34

Processo de sucessão da diretoria da Santa Casa é planejado para evitar perdas à população

Giovanni Jarros Tumelero recebeu Fabrício Gaeede e ndréa Schüür Macagnan na sede do Jornal do Comércio

Giovanni Jarros Tumelero recebeu Fabrício Gaeede e ndréa Schüür Macagnan na sede do Jornal do Comércio

BRENO BAUER/JC
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Jamil Aiquel
Jamil Aiquel
A Santa Casa de Porto Alegre é uma das mais importantes instituições filantrópicas do Brasil. O hospital é o maior prestador de serviço ao SUS no Estado e o quinto maior do País, atendendo pacientes de praticamente todo o território do Rio Grande do Sul. Em novembro, a instituição passará por uma grande mudança direcional: o diretor-geral, Julio Matos, deixará o cargo após dez anos. 
A Santa Casa de Porto Alegre é uma das mais importantes instituições filantrópicas do Brasil. O hospital é o maior prestador de serviço ao SUS no Estado e o quinto maior do País, atendendo pacientes de praticamente todo o território do Rio Grande do Sul. Em novembro, a instituição passará por uma grande mudança direcional: o diretor-geral, Julio Matos, deixará o cargo após dez anos. 
O processo de sucessão após a saída de Matos está sendo minuciosamente planejado, a fim de evitar danos à instituição como a perda da estratégia, a perda do legado e a perda das características operacionais. Ele será sucedido por Jader Pires, que promete uma gestão baseada na continuidade do trabalho até então estabelecido.
Quem falou sobre o assunto foi Fabrício Gaeede, novo diretor administrativo da Santa Casa de Porto Alegre. Ele destacou que a instituição de saúde lançou luz sobre o segmento filantrópico em todo o Brasil com este processo de sucessão e sugeriu que a instituição transformasse isso em algo público para estimular outras instituições a pensarem com tanto carinho no seu futuro.
“Esse processo de sucessão é ímpar, não há nenhuma instituição no Brasil lidando de forma tão profissional como a Santa Casa de Porto Alegre. Isso aí já falei com o Dr. Júlio, “você tem que transformar isso em público” para estimular outras instituições a viverem isso. Nós precisamos pensar no futuro das instituições”, destacou Gaeede. 
Gaeede visitou o Jornal do Comércio na tarde desta quinta-feira (25), junto com Andréa Schüür Macagnan, gerente de Comunicação e Marketing do hospital. Eles foram recebidos pelo diretor-presidente do JC, Guilherme Jarros Tumelero.
Durante a visita, também foi debatida a importância de campanhas de conscientização, como a do Setembro Verde, focada na doação de órgãos. Um dos pontos destacados foi a impressionante integridade do sistema de transplantes no Brasil, enfatizando que ele funciona de maneira rigorosa e justa.
“Não interessa se é paciente do SUS, se é particular ou privado. A ordem de fila é a mais correta que eu acho que a gente tem no Brasil. É impressionante. Isso é muito bonito de ver”, destacou Andréa. 
Dessa forma, os representantes do hospital reforçaram a importância de conscientizar os familiares de pessoas falecidas sobre a importância da causa. Segundo eles, a comunicação familiar é o ponto crucial da campanha de doação de órgãos, pois a decisão final cabe aos parentes. 
“Quem tem o poder de dizer sim é a família. Então as pessoas têm que falar disso em casa, têm que se declarar teu pai, tua mãe, tua esposa, teu marido, têm que saber que teu desejo é ser doador, porque daí na hora de dizer sim, as pessoas ficam tranquilas e acabam fazendo aquilo que era a vontade, né, dessa pessoa querida”, ponderou Andréa.

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