Dener Pedro

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Estagiário do GeraçãoE

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Dener Pedro Estagiário do GeraçãoE


Negócio Raiz

Primeiro restaurante com buffet sem glúten de Porto Alegre celebra 20 anos

A Colher opera desde 2005 e oferece buffet livre pensado para atender o público celíaco
O mercado de comida para pessoas com restrições alimentares vem crescendo, e um dos pioneiros do setor está pertinho do Parque da Redenção. O restaurante A Colher (@restauranteacolher), aberto em 2005, tem opções de comida sem glúten desde 2012. A ideia de acolher os celíacos foi tão certeira que motivou uma mudança nos rumos do restaurante, que se denomina o primeiro buffet para celíacos da Capital. Em 2015, a nutricionista e proprietária do negócio, Brunna Aguiar, resolveu transformar todo o buffet, tornando-o livre de glúten.Brunna herdou o restaurante de sua mãe, que, em 2005, comprou o espaço onde ficava o Café na Paleta, uma cafeteria com atelier no segundo piso. Com 17 anos à época, Brunna optou por prestar vestibular para Nutrição, visando o trabalho no novo restaurante da família, que manteve o nome da antiga operação até 2020. “Eu tinha a sensação que não era a minha história. Não era um nome que eu me identificava, então contratei um publicitário para desenvolver a marca e chegamos no A Colher, que é perfeito por esse duplo sentido com acolher. E o acolhimento é a cara do nosso restaurante, é o nosso grande diferencial”, destaca.
O mercado de comida para pessoas com restrições alimentares vem crescendo, e um dos pioneiros do setor está pertinho do Parque da Redenção. O restaurante A Colher (@restauranteacolher), aberto em 2005, tem opções de comida sem glúten desde 2012. A ideia de acolher os celíacos foi tão certeira que motivou uma mudança nos rumos do restaurante, que se denomina o primeiro buffet para celíacos da Capital. Em 2015, a nutricionista e proprietária do negócio, Brunna Aguiar, resolveu transformar todo o buffet, tornando-o livre de glúten.

Brunna herdou o restaurante de sua mãe, que, em 2005, comprou o espaço onde ficava o Café na Paleta, uma cafeteria com atelier no segundo piso. Com 17 anos à época, Brunna optou por prestar vestibular para Nutrição, visando o trabalho no novo restaurante da família, que manteve o nome da antiga operação até 2020. “Eu tinha a sensação que não era a minha história. Não era um nome que eu me identificava, então contratei um publicitário para desenvolver a marca e chegamos no A Colher, que é perfeito por esse duplo sentido com acolher. E o acolhimento é a cara do nosso restaurante, é o nosso grande diferencial”, destaca.
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A empreendedora conta que não tem nenhuma restrição alimentar e que a motivação para atender o público celíaco foi uma mistura entre demanda e vontade de ajudar. “Quando começamos em 2012, oferecíamos comida sem glúten aos sábados. Mas sempre tivemos receio do risco de contaminação cruzada e fomos fazendo essa transição aos poucos, porque 99% dos nossos clientes eram funcionários das empresas aqui da volta”, explica Brunna, contando que alguns clientes sequer percebem a diferença. “Foi até engraçado. Quando ganhamos o prêmio da Sabores do Sul, colocamos uma plaquinha no balcão, e aí um grupo chegou, olhou e perguntou: ‘é sem glúten aqui?’ Eles não sabiam”, lembra.

A primeira percepção de que havia espaço para atender o público celíaco foi através de um grupo que almoçava no local quando Brunna ainda era estudante. ”Eles perguntavam sobre a preparação, como era, e pediram um dia para fazer um evento num domingo com o cardápio totalmente sem glúten, e todo mundo amou. Ali, percebi que a demanda estava crescendo”, comenta.

Mesmo com a demanda, Brunna sempre foi cautelosa com o risco de afastar clientes por conta da rejeição à comida sem glúten. “Durante muito tempo, nós escondemos isso. Só divulgávamos nos grupos de pessoas celíacas, mas não tinha nada sobre isso nas nossas redes, por exemplo, porque tinha muito preconceito. Começamos a divulgar mesmo só depois da pandemia ", conta. “Dane-se o preconceito, precisamos vencer isso”, completa enfatizando.

O risco de nichar o cardápio da operação foi superado pela qualidade da comida servida, de acordo com Brunna. ”Os celíacos que vêm no sábado, vêm com a família toda. Sempre ouvimos isso dos clientes: ’aqui é um lugar que podemos vir com a família, porque todo mundo gosta’. Às vezes, tem lugares que a família vai por obrigação, para acompanhar. É um reconhecimento muito legal e que faz perceber que estamos conseguindo ajudar as pessoas”, enaltece.
Brunna garante que o restaurante trabalha somente com ingredientes e temperos naturais. “Como substitutos do glúten, da farinha de trigo, nós utilizamos farinha de arroz, de milho, de mandioca, amido de milho”, lista a empreendedora, destacando que, além do buffet livre, que custa R$ 41,90, também há opções de marmitas e pratos congelados, como lasanha, escondidinho, panquecas, quiches e sobremesas.
Restaurante A Colher serve exclusivamente produtos sem glúten. Bruna é a prorpritária do empreendimento. GE | TÂNIA MEINERZ/JC
Restaurante A Colher serve exclusivamente produtos sem glúten. Bruna é a prorpritária do empreendimento. GE TÂNIA MEINERZ/JC

Administração à distância

Em 2020, o então Café na Paleta ganhou uma nova identidade. Junto com o nome A Colher, o local recebeu uma reforma que custou, para Brunna, praticamente todo o dinheiro que havia em caixa. Duas semanas depois, a Organização Mundial da Saúde classificou a Covid-19 como pandemia, forçando os restaurantes a fecharem. As dificuldades financeiras quase venceram Brunna, que, em 2022, decidiu vender o restaurante e partir para o Canadá, rumo a uma nova vida.

Brunna lembra do episódio contando que só mudou de ideia por conta dos clientes. “Chegamos a anunciar a venda, e começou uma campanha de vários clientes implorando para não vendermos. Ali comecei a ficar em dúvida. Tentamos fechar uma sociedade, mas não foi para frente. Por conta deles, decidi tentar, mesmo estando longe. Conversei com o gerente, perguntei se ele queria tentar, e ele topou”, recorda Brunna sobre o processo de administrar o negócio morando no Canadá.
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A empreendedora confessa que sempre foi muito controladora com o negócio. “Sempre fiz questão de estar presente, de estar a par de tudo. Cozinha, atendimento, financeiro, mesmo sabendo que não é o mais correto administrativamente. Então, acabo estando presente mesmo de longe, porque todo dia peço vídeo do buffet para ver como está. O corpo está lá, mas a cabeça fica aqui”, revela, constatando que, no fim das contas, a distância faz bem para o negócio. “Estando aqui, quero me meter no operacional, na cozinha, e, como dona, preciso manter uma distância para dedicar o tempo às questões administrativas”, afirma.
Restaurante A Colher serve exclusivamente produtos sem glúten. Bruna é a prorpritária do empreendimento. GE | TÂNIA MEINERZ/JC
Restaurante A Colher serve exclusivamente produtos sem glúten. Bruna é a prorpritária do empreendimento. GE TÂNIA MEINERZ/JC

Informações gerais sobre o A Colher

O restaurante A Colher fica localizado na avenida Venâncio Aires, nº 964, no bairro Farroupilha, em Porto Alegre. O horário de atendimento é das 11h às 14h30min, de segunda-feira a sábado. Pedidos por delivery podem ser feitos no site (restaurante-a-colher.goomer.app).