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Publicada em 28 de Janeiro de 2025 às 19:11

A participação popular para o combate à dengue

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O ano começou e a dengue mais uma vez bate à porta. Nesta terça-feira, dia 28, o Brasil já somava 162.670 casos prováveis da doença, com 176 óbitos em investigação e 31 já confirmados. Dois estados da região Sudeste, Espírito Santo (358,4) e São Paulo (194,9), figuram entre os três com maior coeficiente de incidência por 100 mil habitantes.
O ano começou e a dengue mais uma vez bate à porta. Nesta terça-feira, dia 28, o Brasil já somava 162.670 casos prováveis da doença, com 176 óbitos em investigação e 31 já confirmados. Dois estados da região Sudeste, Espírito Santo (358,4) e São Paulo (194,9), figuram entre os três com maior coeficiente de incidência por 100 mil habitantes.
Os dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde traz o Rio Grande do Sul na 20ª posição, com coeficiente de 8,0. Assim como em anos anteriores, as mulheres (54%) e pessoas de cor branca (51,4%) são as maiores vítimas. Além disso, pessoas na faixa etária de 20 a 29 anos, tanto homens como mulheres, estão entre as mais infectadas. No ano passado foram 6.161 mortes confirmadas pela doença em todo o País.
Sucumbiram à doença 281 gaúchos de diversas regiões do Estado em 2024, quando 472 municípios registraram infestação pelo mosquito Aedes aegypti. Foram mais de 304 mil notificações, sendo mais de 207 mil casos confirmados e 281 óbitos. Em 2025, até ontem, a Secretaria Estadual da Saúde exibia no painel de monitoramento 1.513 notificações de dengue, sendo 122 já confirmadas, além de outras 790 em investigação.
De nada vale apenas a intervenção governamental, em todas as esferas, no combate a essa que já é uma verdadeira praga epidemiológica no Brasil nos últimos anos. As redes pública (mesmo atendendo apenas públicos-alvo específicos) e privada já dispõem de vacina, mas um dado que preocupa as autoridades em saúde é a baixa procura por imunização nas 1.900 cidades onde a vacina está disponível. Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), apenas metade das doses distribuídas pelo Ministério da Saúde para estados e municípios foi aplicada. No período de 12 meses, janeiro de 2024 a janeiro de 2025, foram distribuídas 6.370.966 doses, mas até o momento foram aplicadas 3.205.625.
Além de maior conscientização sobre a eficácia da vacina contra a enfermidade, que se mostra cada vez mais uma ameaça à saúde coletiva, cabe à população fazer o 'dever de casa'. São nas residências onde a proliferação dos criadouros ocorrem com maior força. Vasos, piscinas, pneus e quaisquer outros ambientes com água parada são locais perfeitos para o Aedes vingar. Mais do que vacina, a forma mais eficiente de prevenção é evitar criadouros mas, sem a ajuda da população, a guerra será perdida.
 

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