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Publicada em 01 de Setembro de 2026 às 15:38

Assinatura do contrato do terminal da CMPC no porto de Rio Grande será na próxima semana

Projeto Natureza, da CMPC, também planeja erguer uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro que aguarda licença ambiental

Projeto Natureza, da CMPC, também planeja erguer uma fábrica de celulose em Barra do Ribeiro que aguarda licença ambiental

CMPC/Divulgação/JC
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Ana Stobbe
Ana Stobbe Repórter

A CMPC avança na execução do bilionário Projeto Natureza, que aportará R$ 27 bilhões no Rio Grande do Sul. Do valor, R$ 1,3 bilhão ficará no porto de Rio Grande, onde será erguido um terminal de celulose. O contrato para essa obra já tem data de assinatura: 9 de setembro, conforme a Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Serão outorgados R$ 2,14 milhões em uma área de 412 mil metros quadrados.

 

De acordo com o superintendente da pasta no Rio Grande do Sul, Émerson Vitsrki Rodrigues, está confirmada a vinda da ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, para o evento que formalizará o contrato. As tratativas quanto ao horário e local podem ocorrer ainda na noite desta terça-feira (1º), quando a SPU/RS e a multinacional se reunirão. É possível que a cerimônia ocorra na fábrica da CMPC em Guaíba. 

 

A licença prévia para o empreendimento já havia sido entregue pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) em junho. A liberação envolveu contrapartidas por parte da CMPC, incluindo aumentar o calado nas proximidades do terminal, de 9,5 metros para 12,5 metros. Com isso, também serão investidos R$ 140 milhões na dragagem do canal de acesso ao porto. Já os armazéns do complexo deverão ser reformados, podendo ser utilizados por outras empresas.

 

"Navios maiores poderão entrar no Porto de Rio Grande, que se tornará mais competitivo, isso vai favorecer a indústria de fertilizantes e grãos e outras que quiserem se instalar na região. É isso o que o Rio Grande precisa, precisa de projetos", destacou o diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, durante evento do Mapa Econômico do RS realizado no mesmo dia em que a licença prévia foi emitida.

 

Ao mesmo tempo, seguem os trâmites para o licenciamento ambiental de outra parte do projeto, a fábrica de celulose em Barra do Ribeiro, que receberá a maior parte do bilionário aporte. Em entrevista ao Jornal do Comércio durante a Expointer 2026, a nova secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Isa Carla Osterkamp, que substituiu Marjorie Kauffmann no comando da pasta, afirmou que as definições quanto ao tema devem sair nas próximas semanas. Ela avaliou, ainda, a perspectiva como positiva ao empreendimento. 

 

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