De São Paulo
Os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), tidos como pré-candidatos à Presidência da República em 2026, criticaram a atuação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na crise entre Brasil e Estados Unidos a partir de tarifas de 50% sobre os produtos brasileiros. Os três participaram de painel do evento de investimentos Expert XP, na capital paulista, na manhã deste sábado.
Tarcísio de Freitas (Podemos) disse que “nada pode estar acima do interesse nacional”, elencou medidas de sua gestão frente ao cenário e disse que os efeitos do tarifaço deverão ser severos para São Paulo.
Segundo o governador, foram feitas simulações que apontam que o PIB estadual paulista pode variar negativamente de 0,3% a 2,7%. Ainda conforme as projeções, o estado pode perder de 44 mil a 120 mil empregos, com um déficit salarial de R$ 3 bilhões a R$ 7 bilhões anuais.
Para tentar atenuar todos esses prejuízos, Tarcísio diz que o governo liberará crédito com uma taxa de juros subsidiada por cinco anos para pagar na tentativa de ofertar “um fôlego” de caixa para as empresas mais atingidas. Ele acrescenta haver estudos em andamento para fazer uma “grande liberação de créditos acumulados de ICMS” para companhias afetadas.
Outra frente de atuação na crise, segundo o governador paulista, é a busca por um diálogo com empresas e parlamentares americanos, além de agentes do governo de Donald Trump que possam ser sensibilizados com as consequências do tarifaço para ambos os países. “Estamos fazendo isso de uma forma profissional e silenciosa para ver se conseguimos atenuar esses efeitos”.
Em analogia a uma frase dita por um governante dos Estados Unidos (não se pode fortalecer o fraco, enfraquecendo o forte), Tarcísio disse que, do mesmo modo, “não se pode fortalecer o assalariado prejudicando o empregador”. “É isso que não podemos aceitar neste cenário. Nada pode estar acima do interesse nacional”, defendeu sob aplausos da plateia.
Segundo o governador, foram feitas simulações que apontam que o PIB estadual paulista pode variar negativamente de 0,3% a 2,7%. Ainda conforme as projeções, o estado pode perder de 44 mil a 120 mil empregos, com um déficit salarial de R$ 3 bilhões a R$ 7 bilhões anuais.
Para tentar atenuar todos esses prejuízos, Tarcísio diz que o governo liberará crédito com uma taxa de juros subsidiada por cinco anos para pagar na tentativa de ofertar “um fôlego” de caixa para as empresas mais atingidas. Ele acrescenta haver estudos em andamento para fazer uma “grande liberação de créditos acumulados de ICMS” para companhias afetadas.
Outra frente de atuação na crise, segundo o governador paulista, é a busca por um diálogo com empresas e parlamentares americanos, além de agentes do governo de Donald Trump que possam ser sensibilizados com as consequências do tarifaço para ambos os países. “Estamos fazendo isso de uma forma profissional e silenciosa para ver se conseguimos atenuar esses efeitos”.
Em analogia a uma frase dita por um governante dos Estados Unidos (não se pode fortalecer o fraco, enfraquecendo o forte), Tarcísio disse que, do mesmo modo, “não se pode fortalecer o assalariado prejudicando o empregador”. “É isso que não podemos aceitar neste cenário. Nada pode estar acima do interesse nacional”, defendeu sob aplausos da plateia.
Sobre o mesmo assunto, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), disse que o governo federal deve parar de se vitimizar e buscar, de vez, um diálogo com o governo norte-americano. “Alguém precisa sentar com os Estados Unidos da mesma forma como fez o Canadá, a Índia, o México e a China”, disse.
O governador do Paraná sugeriu ainda que as medidas dos Estados Unidos têm mais a ver com a campanha do presidente Lula junto ao Brics para a desdolarização do comércio global do que com a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF).
Já o governador de Goiás, Roberto Caiado (União Brasil), disse que Lula não estaria interessado em resolver o problema e que, segundo ele, está se aproveitando da situação para fazer um "acirramento ideológico para antecipar o processo eleitoral".
“Quem é Lula para falar de soberania política e democracia enquanto bate palmas para os russos invadirem a Ucrânia e afronta o (presidente da Argentina) Javier Milei dizendo que Cristina Kirschner deveria ser liberada. Ele não tem mais o menor preparo para liderar o País”, disparou.
Já o governador de Goiás, Roberto Caiado (União Brasil), disse que Lula não estaria interessado em resolver o problema e que, segundo ele, está se aproveitando da situação para fazer um "acirramento ideológico para antecipar o processo eleitoral".
“Quem é Lula para falar de soberania política e democracia enquanto bate palmas para os russos invadirem a Ucrânia e afronta o (presidente da Argentina) Javier Milei dizendo que Cristina Kirschner deveria ser liberada. Ele não tem mais o menor preparo para liderar o País”, disparou.