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Publicada em 03 de Fevereiro de 2025 às 17:18

Consumidor projeta alta de 9% nos gastos com material escolar em Caxias

Papelarias e livrarias são a preferência para compra por quase 80% dos entrevistados

Papelarias e livrarias são a preferência para compra por quase 80% dos entrevistados

Fábio Grison/Divulgação/JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
Com mais itens nas listas e aumento dos preços, famílias de Caxias do Sul se preparam para um desembolso maior nas compras de produtos e serviços ligados à educação. Pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) com 786 pessoas identificou que o ticket médio para a compra de material escolar será de R$ 284,30, alta de 8,9% na comparação com o ano passado. Em uniformes e transporte devem ser gastos valores médios de R$ 324,35 e R$ 261,32, acréscimos de 3,9% e 5,3%, respectivamente.
Com mais itens nas listas e aumento dos preços, famílias de Caxias do Sul se preparam para um desembolso maior nas compras de produtos e serviços ligados à educação. Pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) com 786 pessoas identificou que o ticket médio para a compra de material escolar será de R$ 284,30, alta de 8,9% na comparação com o ano passado. Em uniformes e transporte devem ser gastos valores médios de R$ 324,35 e R$ 261,32, acréscimos de 3,9% e 5,3%, respectivamente.
Para 58% dos entrevistados da CDL Caxias, o gasto com material escolar será maior, enquanto para 22% será igual e 16% menor do que no ano passado. Para os que acreditam gastar mais, 43% indicaram como motivo produtos mais caros, 41% de que há mais itens a serem adquiridos e 10% pretendem comprar itens de melhor qualidade. Dentre os que pretendem reduzir o valor gasto, 34% indicaram como fator determinante a necessidade de cortar gastos. Outros 37% consideram que há menos itens para comprar e 14%% não querem assumir dívidas.
De acordo com o Núcleo de Informações de Mercado da CDL Caxias, 70,5% dos entrevistados têm estudantes em escola pública, 23% em instituição particular e 6% são de cursos superiores ou técnicos. Para 71,5% dos moradores, a compra será para apenas um estudante, seguido por 20% para dois, 6,5% para três e 3% para quatro ou mais. O pagamento à vista representa 62,5% das opções, enquanto a prazo, 37,5%.
A pesquisa identificou que 78,5% pretendem adquirir os materiais escolares em papelaria/livraria, outros 10,5% no comércio eletrônico, 6% em lojas de departamento e 4,5% em supermercados. Dos que irão aos estabelecimentos, 33,5% argumentaram que gostam de levar os itens para casa na hora e 33% querem testar os produtos. Dos que indicaram compras online, 36% afirmaram que a escolha se deve pelo maior número de promoções e descontos em comparação às lojas físicas, enquanto 26% apontaram a comodidade.
Entre as alternativas para economizar, 27% disseram procurar locais que oferecem descontos à vista, 24,5% adquirem produtos mais baratos, 21% pesquisam em várias lojas, 12,5% reutilizam material do ano anterior, 5,5% não obtêm todos os itens solicitados e 4,5% utilizam livros didáticos usados. Para 57,4%, as compras acontecem de forma fracionada em lugares com custo mais acessível, enquanto 36,6% disseram que preferem ir em um mesmo estabelecimento com pesquisas prévias.
No quesito uniforme, 54% dos participantes afirmaram que, em 2025, o valor será maior em comparação ao ano passado, enquanto para 28% será igual e 14,5% menor. Do total ouvido, 47,5% disseram que comprarão uniforme novo e outros 26,5% que a escola fornecerá. Para 10,5% não será necessário, enquanto 9% utilizarão item já usado e 4,5% manterão o mesmo. Como critério para a compra, 37% responderam que o preço precisa ser atrativo, 31,5% consideram o atendimento, 13% as condições de pagamento facilitadas e 9% a qualidade dos produtos.
A pesquisa apurou que em relação ao ano passado o valor do transporte será maior para 63% dos moradores, para 30,5% será igual e 6% menor. Neste ano, 29,5% dos alunos utilizarão transporte público ou privado para ir ao colégio. Pouco mais de 33% irá com veículo dos pais ou responsáveis, 13% farão o trajeto de ônibus coletivo urbano, 12% transporte escolar privado e 4,5% transporte escolar público. Outros 37,5% apontaram que o aluno irá à instituição caminhando. O critério de escolha pelo serviço, sinalizado pela metade dos entrevistados, é o valor do serviço, enquanto 28,5% apontaram a idade da frota e as condições dos veículos, 13% a qualidade do serviço e 8,5% a reputação da empresa.
A Pesquisa de Volta às Aulas 2025 foi realizada entre os dias 14 e 17 de janeiro em pontos diferentes da cidade. Neste ano, o levantamento incluiu, além de familiares, estudantes de cursos técnico ou superior.

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