O Badesul Desenvolvimento vai selecionar, por meio de um edital de chamada pública, até quatro Fundos de Investimento em Participações (FIPs) voltados a empresas inovadoras.
Somados, os FIPs poderão receber até R$ 20 milhões de capital subscrito, aquele que é assumido por cada investidor que se torna sócio do fundo. O investimento será feito a partir de 2025.
O que torna essa seleção inédita é, justamente, o fato de que antes, quem fazia esse tipo de edital de chamamento era o BNDES. O Badesul, no caso, aportava em fundos já previamente definidos.
Agora é o Badesul que os selecionará. "Definimos R$ 20 milhões para esse primeiro edital e vamos buscar fundos nacionais acima de R$ 50 milhões. Somos o primeiro Estado a fazer localmente, e isso deve servir de modelo para os demais nos próximos anos", destaca o presidente do Badesul, Claudio Gastal.
"Vamos analisar as teses dos fundos e investir naqueles que melhor se adequarem à estratégia do governo do Estado e da economia gaúcha", complementa.
A iniciativa busca atrair capital de fora do Rio Grande do Sul, incentivando a inovação, a retenção de talentos e o desenvolvimento e aprimoramento de processos, produtos e serviços.
"Este capital de investimento do Badesul vai ajudar a fomentar os negócios do segmento após as enchentes, contribuindo com o presente e o futuro do empreendedorismo gaúcho", afirma o vice-governador Gabriel Souza. Ele também esteve presente no lançamento do edital, que ocorreu no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, e contou também com a presença da secretária de Ciência e Tecnologia do Estado, Simone Simone Stülp.
A participação do Badesul nos fundos será de até 10% do capital comprometido total. Pelo menos o valor subscrito pela agência de fomento deverá ser destinado a empresas sediadas no Estado. O valor investido em cada um deles será entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões.
O Badesul comprometeu mais de R$ 55 milhões desde 2012 em Fundos de Investimentos destinados a empresas inovadoras e integra, atualmente, seis deles. O retorno é de R$ 38 milhões até esse momento, sendo um deles totalmente desinvestido.
"Esse tem se mostrado um bom negócio para a economia do Rio Grande do Sul, pois todo real colocado tem que ser investido em startups daqui, mas também muito bom para o Badesul em função de ter um retorno maior do que a gente ganha fazendo empréstimo", analisa Gastal.
A ideia é ter no máximo quatro fundos, aportando um mínimo de R$ 5 milhões. Mas, também é possível ter menos, cada um de R$ 10 milhões, por exemplo. "Tudo vai depender da análise de negócios que fizemos", destaca.
O edital está disponível no endereço www.badesul.com.br/editalfips. Entre os requisitos exigidos, serão avaliados FIPs que tenham o capital comprometido alvo de, no mínimo, R$ 50 milhões. O regulamento dos fundos deve estar registrado nas Centrais de Sistemas da CVM, assim como seus gestores precisam estar cadastrados e autorizados a exercer suas funções.
Até dezembro deste ano, o processo de seleção deve ser concluído. Na sequência, ocorrerá a análise jurídica necessária à validação dos FIPs e a assinatura do compromisso de investimento.
Além dos investimentos, o Badesul tem se aproximado das startups também como uma possibilidade de, em algum momento, essas empresas contribuírem para melhorar o próprio negócio do banco. Na semana passada, quatro startups do FINE Hub, iniciativa do Tecnopuc voltada às finanças e que tem o apoio do Badesul, fizeram uma apresentação para avaliar a sinergia com as demandas da instituição.
Alunos do Geração Caldeira participam de seleção em SP

Jovens vão passar um mês em São Paulo, onde participam de processo seletivo
Instituto Caldeira/Divulgação/JCEm parceria com a escola 42 São Paulo e com a Natura, o Instituto Caldeira vai encaminhar 14 alunos do programa Geração Caldeira para participar da fase de seleção presencial da escola. A instituição, que está presente em mais de 30 países, é considerada uma das escolas de engenharia de software mais inovadoras do mundo, ao lado de Harvard, Princeton e MIT.
Os jovens vão passar um mês em São Paulo (SP), até o dia 6 de setembro, e, ao longo desse período, terão hospedagem, transporte e alimentação garantidos.
Caso sejam aprovados no processo seletivo presencial, eles terão também hospedagem e bolsa-auxílio financiada pela Natura ao longo dos oito meses de formação presencial em Engenharia de Software na capital paulista.
"A missão da 42 São Paulo é mudar o ecossistema de tech do Brasil. Queremos injetar no mercado profissionais que têm uma cultura diferente, que não apenas sejam ótimos tecnicamente, mas que também tenham o que nós chamamos de soft skills bem apuradas", aponta Clarissa Crisóstomo, Student Experience Analyst da 42 São Paulo.
Ela comenta que o objetivo é olhar para as questões técnicas, mas para as humanas também. "É importante para a gente manter parcerias com instituições que conversam com esses objetivos, que preparam jovens para o mercado de trabalho com uma visão parecida com a nossa, o que é o caso do Caldeira", ressalta Clarissa.
O diretor do Campus Caldeira, Felipe Amaral, comenta que o objetivo do Campus Caldeira é oferecer o maior número de oportunidades, tanto de estudo, quanto de trabalho aos alunos e ex-alunos do Geração Geração. "Esse projeto só reforça a parceria que temos construído com a Escola 42 nos últimos anos", diz.
Ocean Crowdfunding quer democratizar investimentos
A Ocean Crowdfunding, fintech gaúcha regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quer ajudar a democratizar investimentos através de ativos tokenizados.
A perspectiva é que, por meio da digitalização de ativos intangíveis como precatórios, certificados de recebíveis e também equitys - participações societárias de empresas de pequeno e médio porte e startups -, pessoas de diferentes perfis possam participar de investimentos que antes eram restritos a um seleto grupo do mercado financeiro.
A tecnologia utilizada é a blockchain, mas diferente das criptomoedas, que são digitais por natureza, os ativos tokenizados começam como tradicionais e são posteriormente convertidos em tokens. "Com o mercado de tokenização em rápida expansão, diversos setores, como finanças, imobiliário e mercado de capitais, estão adotando essa tecnologia. E a Ocean busca facilitar esse processo através de uma plataforma acessível e segura", comenta André Tessari, CEO da Ocean Crowdfunding, com sede em Porto Alegre.
Os ativos estão disponíveis com rendimentos que podem variar de 1,3% a 2% ao mês e o processo é realizado através do aplicativo da empresa (que se encontra disponível nos sistemas iOS e android). Após um cadastro e validação das etapas de segurança, o acesso é imediato aos tokens disponíveis para investimento.
É possível começar com R$ 500,00 e, no primeiro investimento, no aporte entre R$ 500,00 e R$ 10 mil, o investidor recebe um cashback de 1,5%. Acima deste valor não há incidência de incide cashback.