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Publicada em 19 de Agosto de 2024 às 01:25

Badesul busca fundos para investir em startups

Lançamento do edital ocorreu no Instituto Caldeira, em Porto Alegre

Lançamento do edital ocorreu no Instituto Caldeira, em Porto Alegre

Badesul/Divulgação/JC
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Patricia Knebel
Patricia Knebel
O Badesul Desenvolvimento vai selecionar, por meio de um edital de chamada pública, até quatro Fundos de Investimento em Participações (FIPs) voltados a empresas inovadoras.
O Badesul Desenvolvimento vai selecionar, por meio de um edital de chamada pública, até quatro Fundos de Investimento em Participações (FIPs) voltados a empresas inovadoras.
Somados, os FIPs poderão receber até R$ 20 milhões de capital subscrito, aquele que é assumido por cada investidor que se torna sócio do fundo. O investimento será feito a partir de 2025.
O que torna essa seleção inédita é, justamente, o fato de que antes, quem fazia esse tipo de edital de chamamento era o BNDES. O Badesul, no caso, aportava em fundos já previamente definidos.
Agora é o Badesul que os selecionará. "Definimos R$ 20 milhões para esse primeiro edital e vamos buscar fundos nacionais acima de R$ 50 milhões. Somos o primeiro Estado a fazer localmente, e isso deve servir de modelo para os demais nos próximos anos", destaca o presidente do Badesul, Claudio Gastal.
"Vamos analisar as teses dos fundos e investir naqueles que melhor se adequarem à estratégia do governo do Estado e da economia gaúcha", complementa.
A iniciativa busca atrair capital de fora do Rio Grande do Sul, incentivando a inovação, a retenção de talentos e o desenvolvimento e aprimoramento de processos, produtos e serviços.
"Este capital de investimento do Badesul vai ajudar a fomentar os negócios do segmento após as enchentes, contribuindo com o presente e o futuro do empreendedorismo gaúcho", afirma o vice-governador Gabriel Souza. Ele também esteve presente no lançamento do edital, que ocorreu no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, e contou também com a presença da secretária de Ciência e Tecnologia do Estado, Simone Simone Stülp.
A participação do Badesul nos fundos será de até 10% do capital comprometido total. Pelo menos o valor subscrito pela agência de fomento deverá ser destinado a empresas sediadas no Estado. O valor investido em cada um deles será entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões.
O Badesul comprometeu mais de R$ 55 milhões desde 2012 em Fundos de Investimentos destinados a empresas inovadoras e integra, atualmente, seis deles. O retorno é de R$ 38 milhões até esse momento, sendo um deles totalmente desinvestido.
"Esse tem se mostrado um bom negócio para a economia do Rio Grande do Sul, pois todo real colocado tem que ser investido em startups daqui, mas também muito bom para o Badesul em função de ter um retorno maior do que a gente ganha fazendo empréstimo", analisa Gastal.
A ideia é ter no máximo quatro fundos, aportando um mínimo de R$ 5 milhões. Mas, também é possível ter menos, cada um de R$ 10 milhões, por exemplo. "Tudo vai depender da análise de negócios que fizemos", destaca.
O edital está disponível no endereço www.badesul.com.br/editalfips. Entre os requisitos exigidos, serão avaliados FIPs que tenham o capital comprometido alvo de, no mínimo, R$ 50 milhões. O regulamento dos fundos deve estar registrado nas Centrais de Sistemas da CVM, assim como seus gestores precisam estar cadastrados e autorizados a exercer suas funções.
Até dezembro deste ano, o processo de seleção deve ser concluído. Na sequência, ocorrerá a análise jurídica necessária à validação dos FIPs e a assinatura do compromisso de investimento.
Além dos investimentos, o Badesul tem se aproximado das startups também como uma possibilidade de, em algum momento, essas empresas contribuírem para melhorar o próprio negócio do banco. Na semana passada, quatro startups do FINE Hub, iniciativa do Tecnopuc voltada às finanças e que tem o apoio do Badesul, fizeram uma apresentação para avaliar a sinergia com as demandas da instituição.

Alunos do Geração Caldeira participam de seleção em SP

Jovens vão passar um mês em São Paulo, onde participam de processo seletivo

Jovens vão passar um mês em São Paulo, onde participam de processo seletivo

Instituto Caldeira/Divulgação/JC
Em parceria com a escola 42 São Paulo e com a Natura, o Instituto Caldeira vai encaminhar 14 alunos do programa Geração Caldeira para participar da fase de seleção presencial da escola. A instituição, que está presente em mais de 30 países, é considerada uma das escolas de engenharia de software mais inovadoras do mundo, ao lado de Harvard, Princeton e MIT.
Os jovens vão passar um mês em São Paulo (SP), até o dia 6 de setembro, e, ao longo desse período, terão hospedagem, transporte e alimentação garantidos.
Caso sejam aprovados no processo seletivo presencial, eles terão também hospedagem e bolsa-auxílio financiada pela Natura ao longo dos oito meses de formação presencial em Engenharia de Software na capital paulista.
"A missão da 42 São Paulo é mudar o ecossistema de tech do Brasil. Queremos injetar no mercado profissionais que têm uma cultura diferente, que não apenas sejam ótimos tecnicamente, mas que também tenham o que nós chamamos de soft skills bem apuradas", aponta Clarissa Crisóstomo, Student Experience Analyst da 42 São Paulo.
Ela comenta que o objetivo é olhar para as questões técnicas, mas para as humanas também. "É importante para a gente manter parcerias com instituições que conversam com esses objetivos, que preparam jovens para o mercado de trabalho com uma visão parecida com a nossa, o que é o caso do Caldeira", ressalta Clarissa.
O diretor do Campus Caldeira, Felipe Amaral, comenta que o objetivo do Campus Caldeira é oferecer o maior número de oportunidades, tanto de estudo, quanto de trabalho aos alunos e ex-alunos do Geração Geração. "Esse projeto só reforça a parceria que temos construído com a Escola 42 nos últimos anos", diz.

Ocean Crowdfunding quer democratizar investimentos

A Ocean Crowdfunding, fintech gaúcha regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), quer ajudar a democratizar investimentos através de ativos tokenizados.
A perspectiva é que, por meio da digitalização de ativos intangíveis como precatórios, certificados de recebíveis e também equitys - participações societárias de empresas de pequeno e médio porte e startups -, pessoas de diferentes perfis possam participar de investimentos que antes eram restritos a um seleto grupo do mercado financeiro.
A tecnologia utilizada é a blockchain, mas diferente das criptomoedas, que são digitais por natureza, os ativos tokenizados começam como tradicionais e são posteriormente convertidos em tokens. "Com o mercado de tokenização em rápida expansão, diversos setores, como finanças, imobiliário e mercado de capitais, estão adotando essa tecnologia. E a Ocean busca facilitar esse processo através de uma plataforma acessível e segura", comenta André Tessari, CEO da Ocean Crowdfunding, com sede em Porto Alegre.
Os ativos estão disponíveis com rendimentos que podem variar de 1,3% a 2% ao mês e o processo é realizado através do aplicativo da empresa (que se encontra disponível nos sistemas iOS e android). Após um cadastro e validação das etapas de segurança, o acesso é imediato aos tokens disponíveis para investimento.
É possível começar com R$ 500,00 e, no primeiro investimento, no aporte entre R$ 500,00 e R$ 10 mil, o investidor recebe um cashback de 1,5%. Acima deste valor não há incidência de incide cashback. 

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