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Publicada em 14 de Fevereiro de 2024 às 14:37

Economia de Caxias cresceu 4,6% no ano passado

Resultado foi apresentado na manhã da quinta (8) por lideranças empresariais

Resultado foi apresentado na manhã da quinta (8) por lideranças empresariais

Denise Suzin Borges / CIC Caxias / Divulgação / JC
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Roberto Hunoff
Roberto Hunoff Jornalista
Impulsionada pelo setor de serviços, com alta de 20,9%, a economia de Caxias do Sul fechou o ano passado com desempenho positivo de 4,6%. Principal segmento econômico da cidade, a indústria, por sua vez, apresentou resultado negativo de 3,3%, enquanto o comércio avançou 0,6%. Os números foram apontados na manhã da quinta-feira (8) por representantes da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).De acordo com Tarciano Mélo Cardoso, da diretoria de Planejamento, Economia e Estatística da CIC, o segmento de serviços iniciou seu processo de retomada em meados de 2022 e ganhou corpo ao longo deste ano. Para as lideranças, parte do resultado pode ser atribuído ainda aos efeitos da pandemia da covid-19, que provocou o adiamento de muitos eventos e programas de entretenimento, que acabaram se realizando no ano passado.
Impulsionada pelo setor de serviços, com alta de 20,9%, a economia de Caxias do Sul fechou o ano passado com desempenho positivo de 4,6%. Principal segmento econômico da cidade, a indústria, por sua vez, apresentou resultado negativo de 3,3%, enquanto o comércio avançou 0,6%. Os números foram apontados na manhã da quinta-feira (8) por representantes da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

De acordo com Tarciano Mélo Cardoso, da diretoria de Planejamento, Economia e Estatística da CIC, o segmento de serviços iniciou seu processo de retomada em meados de 2022 e ganhou corpo ao longo deste ano. Para as lideranças, parte do resultado pode ser atribuído ainda aos efeitos da pandemia da covid-19, que provocou o adiamento de muitos eventos e programas de entretenimento, que acabaram se realizando no ano passado.

Outro fator determinante do crescimento também tem origem na pandemia. Hábitos incorporados pela população em função da necessidade de isolamento foram mantidos na situação atual de normalidade. Exemplos são o e-commerce e o delivery, que exigem a entrega da encomenda no endereço do cliente, fortalecendo o transporte. "Este desempenho já representa uma mudança de patamar no setor de serviços", definiu a também diretora Maria Carolina Gullo.

Este novo comportamento do consumidor também é apontado como uma das causas do tímido crescimento do comércio, principalmente em função das compras no exterior. A isto se soma a decisão do consumidor de ter direcionado parte do 13º salário para o pagamento de contas em atraso, abrindo mão de novas compras.

Em relação a dezembro de 2022, as vendas do comércio, no mesmo mês de 2023, foram 3,5% inferiores. "De forma geral, o setor conviveu com quedas no Natal e na Black Friday", afirmou o assessor de economia e estatística da CDL, Mosár Leandro Ness.

Para ele, 2024 será desafiador, considerando que o consumidor não se mostra disposto a gastar em função das expectativas conflituosas do atual momento, citando como fator central o déficit primário do governo federal acima dos R$ 230 bilhões. As projeções de mercado da CDL para 2024 seguem a tendência de crescimento tímido. Entretanto, a expectativa de recuo da taxa de juros abaixo dos dois dígitos encaminha para uma possível melhora nas vendas ao longo do ano.

Em linha com este pensamento, o presidente da CIC, Celestino Loro, citou também como preocupantes a projetada quebra da safra de grãos e as guerras entre países que podem mexer com a inflação. Como fatores positivos citou a expectativa de melhorias na economia global e a inflação e os juros em queda.

A indústria, responsável por 53,4% da composição da economia caxiense, encerrou com recuo de 3,3%, alinhada ao desempenho nacional do setor medido pelo IBGE. Ao longo de todo o ano, a atividade teve performance negativa na maioria dos meses, saindo de um saldo positivo de 0,5%, em dezembro de 2022, para menos 3,3%. Dentre os indicadores do Índice de Desempenho Industrial, as compras e vendas fecharam o ano com perdas de 33,5% e 15,2%, respectivamente.

Na avaliação do diretor Joarez Piccinini, estes recuos representam, em grande parte, a readequação dos preços dos insumos e dos produtos finais, que tiveram aumentos acima de 100% durante a pandemia. "O setor está operando com custos menores. Ao mesmo tempo, obteve ganhos significativos em eficiência", comentou. A utilização da capacidade instalada caiu 8,2% no ano, fechando em 73%, abaixo apenas de maio de 2023, que foi de 72%. O ano começou com 77% de uso, mas foi perdendo força ao longo dos meses. A média anual foi de 74%.

Geração de empregos perde força

Comércio de Caxias do Sul teve evolução tímida no ano passado

Comércio de Caxias do Sul teve evolução tímida no ano passado

Alencar Turella / CDL Caxias / Divulgação / JC
O mercado de trabalho de Caxias do Sul gerou 3.370 vagas no ano passado, alta de 2,1% sobre 2022. No entanto, é praticamente a metade do realizado naquele ano, que foi superior a 6 mil vínculos. Os setores de serviços e agricultura contribuíram com quase 2 mil empregos, fechando com 58,6 mil vagas. A indústria gerou em torno de 800, respondendo por 75,1 empregos e o comércio, algo próximo a 200, com 27,9 mil vínculos.

Custo Brasil impacta mercado externo

As empresas de Caxias do Sul foram responsáveis por US$ 722 milhões em exportações, recuo de 7% sobre 2022. As importações seguiram o mesmo caminho, com queda de 7,6%, para US$ 469 milhões. De acordo com Joarez Piccinini, o município destoa do resultado nacional, que bateu recordes de exportação, em função de comercializar essencialmente itens manufaturados, que carregam o Custo Brasil. Já o principal produto nacional é formado por commodities, que tem este custo mais baixo. Também contribuíram para o resultado as dificuldades de vendas para dois grandes parceiros comerciais, Argentina e Chile.

Com 21% de participação, os Estados Unidos foram o grande mercado comprador dos produtos caxienses, sendo a maioria, perto de 50%, de material de transporte. Já a China, com 49%, é a principal origem das importações, compostas em mais de 50% por máquinas e aparelhos.

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