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Publicada em 17 de Setembro de 2026 às 17:13

Ministra da cultura cumpre agenda no RS com foco em infraestrutura cultural

Ministra Margareth Menezes visitou a Biblioteca Comunitária Cirandar, que desenvolve ações de formação de leitores há 18 anos

Ministra Margareth Menezes visitou a Biblioteca Comunitária Cirandar, que desenvolve ações de formação de leitores há 18 anos

ASCOM MINISTÉRIO DA CULTURA/REPRODUÇÃO/JC
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Jamil Aiquel
Jamil Aiquel Repórter

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, visitou o Rio Grande do Sul para realizar a entrega de equipamentos culturais móveis e oficializar a integração de uma biblioteca comunitária ao sistema federal. O objetivo da visita foi cumprir a missão institucional do Ministério da Cultura na etapa final da atual gestão, descentralizando o acesso a equipamentos culturais no Estado.

Em Porto Alegre, a ministra visitou a Biblioteca Comunitária Cirandar, que desenvolve ações de formação de leitores há 18 anos. Durante a agenda, o espaço recebeu um certificado de integração ao Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e um acervo de 600 obras escolhidas pela própria instituição por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Literário.  Atualmente, a capital gaúcha possui 23 bibliotecas comunitárias que integram ou passarão a integrar este sistema de renovação contínua de acervo.

"A partir de agora essa biblioteca fica fazendo parte do sistema nacional de bibliotecas públicas, que é uma ação nova de acolhimento a bibliotecas comunitárias, para que elas passem a fazer parte desse movimento de renovação de acervos, de livros", destacou a ministra.

Margareth também visitou Tramandaí, onde foram entregues uma das três novas unidades do MovCEU, que além do municpio litorâneo, serão destinadas a Bagé e Rio Grande. Os veículos funcionam como centros culturais itinerantes adaptados em micro-ônibus, equipados com projetor de cinema, estúdio para podcast e óculos 3D, além de oferecerem biblioteca e estrutura para oficinas e cinema ao ar livre. O objetivo da medida, segundo a ministra, é oferecer uma experiência cultural completa para pequenos municípios e comunidades.

"Cidades, geralmente cidades pequenas, têm menos recursos e menos equipamentos para isso. Então aí há um equipamento sobre rodas que pode criar esse percurso, de estar em um lugar, estar em outro, proporcionando à população uma experiência da nossa cultura", explicou.

Segundo o Ministério da Cultura, os investimentos federais em infraestrutura cultural no estado somam R$ 50 milhões, distribuídos por 35 municípios.

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Desafios da recriação do Ministério da Cultura, fomento e políticas implementadas

Além das entregas no Estado, a ministra abordou o balanço dos três anos e oito meses de sua gestão à frente da pasta, destacando os desafios da recriação do Ministério da Cultura. Ela apontou as dificuldades iniciais de estruturação administrativa em um cenário onde muitos municípios não possuíam secretarias de cultura próprias. "Foi um desafio muito grande. Quando você desconstrói o Ministério da Cultura, que há 8 anos estava desconstruído, a vida continua, o setor continua, as coisas continuam por aí, mas cheio de gargalos", pondera.

No campo das políticas implementadas, foi destacado o impacto econômico da Lei Rouanet, medido por um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) referente ao ano de 2024. Os dados apontam que os R$ 3 bilhões investidos em patrocínios geraram uma movimentação de R$ 25 bilhões na economia do país. "O percentual é de que para cada R$ 1,00 que entrou através da política da Lei Rouanet foram gerados, circulou quase R$ 8,00 e geraram 288 mil empregos só neste ano", enfatizou. 

Para descentralizar os recursos, o ministério implementou recortes específicos nos editais, como os programas Rouanet Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Favelas e uma edição emergencial para o Rio Grande do Sul. Segundo a ministra, a medida funcionou como um dispositivo de correção histórica para regiões que historicamente tiveram menos acesso aos recursos. "É uma maneira da gente provocar que hoje, em todo o território nacional, tenha projetos sendo executados com o patrocínio da Lei Rouanet, que é uma ferramenta que está na nossa Constituição como direito do cidadão e da cidadã brasileira, de olhar o Brasil do tamanho do Brasil", declarou.

Outro destaque entre as ações da pasta é a formulação de uma nova política para a economia criativa, que tem como objetivo promover diversos setores artísticos como o da música e o dos museus. Segundo ela, o Ministério da Cultura irá atuar em conjunto com outras áreas do governo para descentralizar a cadeia produtiva no país. "Está sendo construída também uma política da economia criativa, capitaneada pelo Ministério da Cultura, mas que envolve nove ministérios para que a gente consiga trazer essa política e criar hubs regionais de circulação da produção cultural", explicou Margareth Menezes.

A área do audiovisual, recentemente impulsionada pelo sucesso internacional dos filmes Ainda Estou Aqui (2024) e Agente Secreto (2025), também foi debatida. Segundo Margareth, a gestão atual ampliou o número de salas de cinema e destravou acordos internacionais de coprodução audiovisual com a China e a França, que aguardam sanção presidencial. 

"Cada vez mais o audiovisual brasileiro, o cinema brasileiro, tem mostrado a sua capacidade. É claro que a gente precisa ampliar mais o investimento, mas eu acho que nós estamos chegando a um momento de abertura de mercado maior", concluiu a ministra.

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