De um momento para outro, em um estalar de dedos, tudo pode mudar. O tema da 14ª Bienal do Mercosul coincidiu com a realidade gaúcha ao precisar ser adiada por conta das enchentes de maio deste ano – que inviabilizaram a Capital de receber a exposição no período programado. Superados os efeitos da tragédia climática, foi divulgada nesta terça-feira (19), em coletiva de imprensa realizada no Instituto Ling, a lista dos artistas e dos espaços culturais que receberão a mostra a partir de 27 de março de 2025.
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Tendo como conceito central a ideia de “Estalo”, instalações de 76 autores se espalharão durante 66 dias por 18 diferentes espaços de Porto Alegre, sendo alguns deles inéditos na programação da Bienal. Pela primeira vez, instalações serão apresentadas em bairros como Lomba do Pinheiro e Restinga, além de unidades do Estação Cidadania, Cinemateca Capitólio, Pop Center, Museu do Hip Hop e, em Viamão, na Fundação Vera Chaves Barcellos.
Ao longo de dois anos de trabalho, a equipe artística – que também conta com os curadores adjuntos Tiago Sant’Ana e Yina Jimenez Suriel, e a curadora assistente Fernanda Medeiros – desenhou um programa de exposições e atividades que trazem para a cidade uma grande diversidade de obras, interesses e visões de mundo sugeridas pelos artistas reunidos.
Com a missão de colocar a Bienal do Mercosul no foco da arte contemporânea internacional, a presidente da Fundação Bienal, Carmen Ferrão salientou que esta edição conta com 30 países envolvidos. De acordo com ela, na Bienal passada, somaram-se mais 860 mil visitantes, nesta a expectativa é chegar à marca de 1 milhão.