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Repórter Brasília
Edgar Lisboa

Edgar Lisboa

Publicada em 02 de Janeiro de 2025 às 19:16

Congresso, governo e Judiciário têm relação complicada

"O final de 2024 mostrou a dificuldade de governabilidade e a dificuldade do próprio governo na relação com a sua base, isso é indiscutível", acentuou Afonso Motta

"O final de 2024 mostrou a dificuldade de governabilidade e a dificuldade do próprio governo na relação com a sua base, isso é indiscutível", acentuou Afonso Motta

Mário Agra/Câmara dos Deputados/JC
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Depois de um ano de muita tensão, com polêmica envolvendo as emendas parlamentares, que provocaram um ambiente negativo e desgaste, porque vieram junto com o corte de gastos, os deputados e senadores retornam do recesso em fevereiro com muitas pendências para resolver. O deputado Afonso Motta (foto), líder do PDT na Câmara dos Deputados, fez para a coluna Repórter Brasília um balanço e uma pequena análise das ações do Parlamento, na relação com o governo e com o Judiciário, que, de certa forma, impactam na atuação dos parlamentares.
Depois de um ano de muita tensão, com polêmica envolvendo as emendas parlamentares, que provocaram um ambiente negativo e desgaste, porque vieram junto com o corte de gastos, os deputados e senadores retornam do recesso em fevereiro com muitas pendências para resolver. O deputado Afonso Motta (foto), líder do PDT na Câmara dos Deputados, fez para a coluna Repórter Brasília um balanço e uma pequena análise das ações do Parlamento, na relação com o governo e com o Judiciário, que, de certa forma, impactam na atuação dos parlamentares.
Dificuldade para governabilidade
Na opinião do congressista, "o final de 2024 mostrou a dificuldade de governabilidade e a dificuldade do próprio governo na relação com a sua base, isso é indiscutível", acentuou Afonso Motta. "Na Câmara, em particular, tivemos uma liderança como a do Arthur Lira (PP), que garantiu a governabilidade, porque a essência de tudo passa pela articulação."
Desgaste do presidente
Na visão de Afonso Motta, "no fim, a base do governo resistiu e acabou resultando num desgaste do próprio presidente da República, na hora de sancionar, vetou uma parte da proposta que tinha sido muito desgastante para os deputados".
Reforma tributária
"Acho que o ponto maior desse ano foi a aprovação da reforma tributária, isso é indiscutível", avaliou Afonso Motta, lembrando: "A gente acabou assim, tendo na última hora também a aprovação na Câmara daquilo que tinha sido aprovado pelo Senado".
Um avanço, mas longe do ideal
Na opinião do deputado, "apesar do avanço, ainda está muito longe do ideal para que a gente tenha segurança; mas dá um sentimento generalizado de que vai haver nesse período, até a implementação, vai haver uma simulação por parte importante da sociedade".
Tributação com transparência
O parlamentar defende que seja estabelecida uma tributação com transparência em cima do consumo. "É um avanço importante para a sociedade", assinalou.
O impasse será superado
Para o líder do PDT, "essa relação do Parlamento com o Supremo, com o ministro Flávio Dino, será superada. Acho que é obrigado a ser superado, acho que ninguém pode ser contra a transparência e a individualização", argumenta Afonso Motta.
Sem alianças
Na avaliação do parlamentar, "sem as alianças, sem a articulação do centro; mesmo que tivesse um outro governo com uma posição de direita, estaríamos, digamos assim, dentro dos mesmos desafios. Como se compõe, como se organiza, como faz as trocas, e isso o presidente Arthur Lira sabe fazer muito bem".
 

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