Ocorrências de perturbação do sossego geram um debate extenso em Porto Alegre sobre quem são os órgãos competentes pela regularização e fiscalização das atividades comerciais que, porventura, geram conflitos com moradores por conta do excesso de ruídos (Jornal da Lei, edição de 13/10/2026). Moro na Rua dos Andradas, quase em frente ao Cais Embarcadero. Já fizemos abaixo-assinado, inclusive tem ordem do Ministério Público para a moderação do barulho dos shows altíssimos que se escutam nos nossos prédios, que chegam a vibrar vidraças e o solo. Nada resolve, a polícia faz vista grossa. Enquanto isso, idosos, crianças autistas e moradores sofrem com o descaso e falta de descanso. Lei existe para quem? Não temos sossego. (Elaine Castro)
Perturbação do sossego IIJá fui vizinha de oficina mecânica e serralheria, ficava ouvindo carro roncando e ferro batendo 8 horas por dia. Fazer o quê? Impedir os outros de exercerem seu trabalho? (Patrícia Hackmann)
Perturbação do sossego IIIResido também em região com barulho e não podemos fazer nada para impedir. A rua sempre foi pública. (Rafael Gudolle)
Perturbação do sossego IVO fato de o poder público se manter inerte, sabendo dos fatos, é o maior desrespeito com o morador que paga o imposto por morar ali. (Fernanda Mariante)
Perturbação do sossego VJustamente nos bairros onde a especulação imobiliária está interferindo falam de barulho de festa, de bar, mas barulho de construção, makita, escavadeira o dia todo ninguém critica. Vários prédios estão sendo construídos nessas regiões, mas aí tudo bem. (Mariana Pujol)
Perturbação do sossego VIEstive na casa de uma idosa com um neto autista, moradores na rua Fernando Machado, e a filha da idosa estava desesperada com o barulho dos bares. (Mariangela Cardoso)
Perturbação do sossego VIIQuais são as regras para bares e restaurantes de Porto Alegre que oferecem música ao vivo, na rua ou dentro do estabelecimento, sem isolamento acústico? Há horário em que a atividade é permitida independentemente do nível do som? Moro próximo a um bar e, mesmo com as janelas fechadas, não consigo ouvir a televisão devido ao volume da música. Após ler a reportagem “Casos de distúrbio ao sossego levantam debate sobre responsabilidade na fiscalização”, fiquei sem entender quais são, afinal, os limites para esses estabelecimentos e como o morador pode exercer seu direito ao descanso. (Estela Bittencourt, por e-mail)