Os temas que foram destaque na NRF Retail's Big Show de 2025 são reforçados por diferentes frentes varejistas que acompanharam o megaevento em Nova York. A Federação AGV (FAGV) aponta que a loja física se consagrou como "embaixadora das marcas", diz Sérgio Galbinski, conselheiro da entidade e que acompanhou os três dias de conferências e da exposição no Javits Center, em Manhattan.
"Apareceram também novidades sobre liderança e visual merchandising, além da importância da loja física como embaixadora das marcas", comenta Galbinski, admitindo que Inteligência Artificial (IA) e as aplicações no varejo dominaram a cena.
"É claro que IA sempre vai aumentar a produtividade e lucratividade das empresas, mas o enfoque deve ser sempre votado para a humanização da relação com os colaboradores e, em especial, com os clientes", opinou o dirigente, à coluna.
Galbinski comentou ainda sobre os desafios para a absorção da tecnologia, principalmente entre as equipes. Esse aspecto foi abordado por executivos de grandes varejistas, que destacaram a necessidade de começar a usar os recursos.
"Pode ser usada desde já para tirar dúvidas de vendedores e no treinamento inicial, pois a rotatividade é muito alta e não é desejável deslocar os melhores vendedores para treinar novo", sugere o dirigente da FAGV.
A IA possibilita entender mais as necessidades dos clientes, "a partir das características e do histórico de consumo (consumidor) e comparar com outras perfis semelhantes. "Dessa forma, é possível oferecer e criar produtos e ofertas personalíssimas encantando o cliente", aposta Galbinski.
De Porto Alegre, o presidente da Federação AGV, Vilson Noer, acompanhou também a evolução do evento e o que entrou em cena, muito por percepções da comitiva gaúcha com CDL Porto Alegre, SindilojasPOA, Fecomércio-RS e Federação Varejista do RS. e que foram mostradas também na cobertura da coluna Minuto Varejo.
"Já sabíamos que seria IA em tudo! O sinal havia sido dado na edição de 2024 e este ano foi prática", observou Noer. "É bom ver lojas físicas em destaque e, como disse, a CEO da Tiffany: 'Precisa ter a faísca humana em loja'", pontuou o dirigente.