"Por onde começar?" A pergunta feita pelo presidente e CEO nos Estados Unidos da Walmart, uma das maiores companhias globais e referência do varejo, John Furner, soou quase infantil na largada da NRF Retail's Big Show 2025, no domingo (12) em Nova York. A indagação esconde o desafio número 1, principalmente de pequenos negócios: como usar e ter resultados com Inteligência Artificial (IA).
A resposta coube à executiva de linha de frente da Nvidia, a toda-poderosa bigtech líder, é claro, das soluções em IA. Azita Martin, vice-presidente e gerente-geral, de varejo e logística da gigante de tecnologia, foi tão singela quanto o interlocutor no palco principal do evento, com mais de 40 mil inscritos, que já lotam o Javits Center, em Manhattan.
"Eu diria: comece. Encorajo todos a fazerem isso porque a revolução já está no e-commerce, que foi o primeiro a usar. A IA é real", alertou Azita, que indicou caminhos, como aplicações para auxiliar no atendimento ao cliente e área logística, para gerir estoques, maior custo do segmento.
Furner já havia citado que há diferentes engajamentos das áreas das empresas nos processos de adoção da tecnologia. "É preciso que as iniciativas comecem pelos 'de cima', os executivos. Eles precisam acreditar nisso", opinou a vice-presidente da Nvidia.
A NRF vai até esta terça-feira (14), no Javits Center. A área de exposições tem mais de mil empresas, de grandes a pequenas marcas. O evento envolve investimento de US$ 75 milhões, mais de R$ 400 milhões.
Uma das preocupações é a substituição das pessoas pelos recursos de IA. A executiva descartou esse risco, mas alertou que alguém que não sabe usar IA pode perder o emprego se outro profissional que dispute a função tiver o conhecimento da tecnologia.