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Minuto Varejo

- Publicada em 21 de Setembro de 2022 às 19:29

Asun compra quatro lojas do Carrefour no Rio Grande do Sul

Das unidades vendidas ao Asun, três ficam na Região Metropolitana e uma no interior

Das unidades vendidas ao Asun, três ficam na Região Metropolitana e uma no interior


LUIZA PRADO/JC
Patrícia Comunello
Atualizadas às 21h50min de 25/09/2022 - O supermercado gaúcho Asun fechou o negócio que deve mudar a história e posição da rede no mercado no Rio Grande do Sul. A rede, quinta colocada em receita no setor no Estado no ano passado, oficializou a compra de quatro lojas que eram do grupo BIG (veja quais e onde ficam), comprado em 2021 pelo gigante Carrefour, situadas em território gaúcho.
Atualizadas às 21h50min de 25/09/2022 - O supermercado gaúcho Asun fechou o negócio que deve mudar a história e posição da rede no mercado no Rio Grande do Sul. A rede, quinta colocada em receita no setor no Estado no ano passado, oficializou a compra de quatro lojas que eram do grupo BIG (veja quais e onde ficam), comprado em 2021 pelo gigante Carrefour, situadas em território gaúcho.
A venda faz parte de determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que o Carrefour abra mão de unidades em função do impacto na concentração de mercado.
O negócio, que teve aval do Cade no começo de setembro, mas tramitava com sigilo e restrição das informações, envolve três unidades na Região Metropolitana e uma no Interior, informa o diretor e principal gestor do Asun, Antonio Ortiz Romacho.
O negócio do grupo BIG e Carrefour envolver as bandeiras BIG (hipermercados), Maxxi Atavado (atacado), Nacional (supermercado) e Sam's Club (clube de compras),
Os detalhes da negociação, como as cidades onde ficam os pontos, valores envolvidos e os planos daqui para frente, devem ser informados nos próximos dias, projeta Romacho.
O Carrefour solicitou para aguardar a divulgação até comunicar ao quadro de funcionários de cada unidade envolvida.
A coluna Minuto Varejo acessou o processo no site do Cade e, pela descrição que não cita diretamente as lojas, tudo indica que uma das unidades fica em Santa Maria, que já estava nas decisões do órgão de defesa econômica que deveria ser vendida pelo Carrefour.
"Isso vai fazer com que a nossa empresa passe a outro patamar", comentou o supermercadista gaúcho. A rede faturou R$ 972,6 milhões em 2021, segundo o ranking da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Até 2019, o Asun era o quarto no ranking. Em 2020, foi ultrapassado pelo Imec, de Lajeado, puxado pela arrancada do seu atacarejo Desco, que soma hoje 11 unidades. 
"Vamos colocar mais 500 pessoas ou até mais para trabalhar nas quatro lojas", avisa o diretor da rede gaúcha, mostrando entusiasmo com a nova fase do Asun, que hoje tem 37 supermercados, majoritariamente de porte médio. Algumas lojas seguem o conceito de atacarejo, sob a bandeira Asun Leve Mais.
A rede atua na Capital, RMPA e Litoral Norte e foi fundada em 1975, em Quintão. A bandeira chegou a ter uma loja em Porto Alegre, no bairro Cavalhada, em 1963.
Não é a primeira vez que Romacho negocia a compra de unidades que foram do norte-americano Walmart, que depois vendeu a operação ao grupo BIG, do fundo Advent, em 2019. Em 2016, a rede comprou lojas do Nacional que foram fechadas pelo Walmart. No ano seguinte, a Companha Zaffari ficou com quatro pontos que também foram da bandeira da varejista norte-americana.     
O Carrefour também começou a transformar hipermercados da bandeira BIG em Atacadão. Lojas em Porto Alegre, no bairro Vila Nova, e em Bagé estão fechadas para fazer a mudança de formato e visual
Em resposta da coluna sobre o processo da aquisição pelo Asun, o Cade explicou que o Atacadão, braço do Carrefour que ficou com as unidades gaúchas, solicitou "a concessão de tratamento de acesso restrito à localização e identidade das lojas objeto da operação". Segundo o conselho, a informação é "considerada confidencial no Acordo em Controle de Concentração (ACC) celebrado com o Cade (SEI 1068144)".
 
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