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Argentina

- Publicada em 15h50min, 05/02/2021.

Mensagens de médico de Maradona indicam uso de maconha e temor com autópsia

Morte de Maradona foi no dia 25 de novembro, mas ainda segue sendo especulada

Morte de Maradona foi no dia 25 de novembro, mas ainda segue sendo especulada


FRANCK FIFE/AFP/JC
Trocas de mensagens entre os médicos que acompanharam Diego Maradona nos seus últimos dias de vida foram publicadas pela imprensa argentina nesta semana e expuseram novos capítulos rumorosos sobre a morte do ex-jogador, em 25 de novembro de 2020, por edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca crônica.
Trocas de mensagens entre os médicos que acompanharam Diego Maradona nos seus últimos dias de vida foram publicadas pela imprensa argentina nesta semana e expuseram novos capítulos rumorosos sobre a morte do ex-jogador, em 25 de novembro de 2020, por edema agudo de pulmão e insuficiência cardíaca crônica.
Os diálogos, que fazem parte da investigação a respeito do caso, são do período após a última internação do craque, no início de novembro, quando ele foi submetido a uma cirurgia para tratar um hematoma na cabeça.
Em conversas divulgadas pelo site Infobae, o médico neurocirurgião Leopoldo Luque, o mais próximo de Diego nos últimos anos, comenta com um outro profissional da equipe de saúde, não identificado, o consumo de álcool e maconha pelo ex-jogador após a intervenção no cérebro.
Ambos responsabilizam pessoas que estavam ao redor de Maradona na casa em que ele passou seus últimos dias de vida por permitirem o uso dessas substâncias e também o incentivarem.
Em um dos trechos, o médico não identificado diz a Luque que Charly (primo da última namorada do ex-jogador) era o responsável por dar maconha a Diego e que não aguentava mais essa situação. Relata que soube por meio de funcionários da casa que Charly teria inclusive dopado Maradona com o objetivo de levar mulheres e praticar sexo no local.
O profissional manifestou preocupação com a possibilidade de a droga aparecer numa autópsia e assim sugeriu que a morte do astro já poderia ser esperada pelos seus médicos.
"Calma, fique calmo. Eu sei mais ou menos como lidar com ele. Eu disse a Maxi (Pomargo, secretário de Maradona e cunhado de Matías Morlas, advogado dele) que, se houver uma autópsia, pule isso. O que menos vão responsabilizar é a parte de saúde, é uma questão do ambiente", responde Luque. A autópsia não indicou presença de drogas ou álcool no corpo do argentino.
Já o apresentador de TV Alejandro Fantino compartilhou no canal América conversas entre as filhas de Diego, Luque e a psiquiatra Agustina Cosachov, que também acompanhava o ídolo do futebol de perto.
Elas mostram disputas sobre o acesso a Maradona e também momentos jocosos, como quando Luque afirma que saiu bem numa foto que tirou ao lado do cliente na clínica em que ele foi internado pela última vez. A foto foi um dos principais pontos de desavenças no mês da morte de Maradona e elevou o tom das críticas das filhas em relação ao médico.
O Ministério Público argentino investiga se houve negligência, imperícia e imprudência relacionadas à morte de Maradona. Luque e Cosachov podem vir a responder por homicídio culposo.
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