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Finanças e investimentos

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Varejo

16/04/2021 - 15h44min. Alterada em 19/04 às 09h40min

Lojas Renner informa que avalia fazer oferta pública primária de ações

Operação seria com 'esforços restritos', que alcança apenas número limitado de investidores

Operação seria com 'esforços restritos', que alcança apenas número limitado de investidores


luiza prado/JC
Patrícia Comunello
A Lojas Renner, que tem capital aberto na bolsa de valores, divulgou fato relevante nesta sexta-feira (16) informando que avalia a possibilidade de realizar "uma oferta pública de distribuição primária geral" de ações. Bancos já foram contratados para estruturar a operação.
A Lojas Renner, que tem capital aberto na bolsa de valores, divulgou fato relevante nesta sexta-feira (16) informando que avalia a possibilidade de realizar "uma oferta pública de distribuição primária geral" de ações. Bancos já foram contratados para estruturar a operação.
A operação seria ainda "com esforços restritos", que alcança um número limitado de investidores e com maior poder de fogo. Pode ser ofertada a até 75 investidores profissionais, com venda a até 50, segundo a Instrução Normativa 476, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de 2009. 
A nota da companhia é uma reação à notícia publicada nesta sexta pelo site Brazil Journal. No comunicado, a própria companhia, maior varejista de moda do Brasil, cita o portal. O site revelou que a empresa, com sede no Rio Grande do Sul, pode usar o instrumento para captar entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões. 
A divulgação de que há a intenção de fazer a oferta atende a regras de mercado para que acionistas, analistas e outros segmentos que acompanham o setor tomem conhecimento das intenções que podem afetar o desempenho do capital que hoje é negociado na B3, seja para valorizar ou rebaixar os papéis.
A informação de que a varejista cogita a oferta circula desde a manhã no mercado, disse o site. As ações estão em alta no último dia útil da semana. A Renner não tem controlador, com capital pulverizado entre investidores. 
"Não há, nesta data, definição final quanto à realização da referida oferta, sua estrutura, destinação de recursos ou volume", acrescenta a varejista. "A companhia manterá o mercado devidamente informado sobre quaisquer desdobramentos ou deliberações a respeito do assunto", completa.
O diretor de relações com investidores, Alvaro Jorge Fontes de Azevedo, assina o fato relevante.
A medida servirá para obter recursos do mercado para bancar planos de expansão da rede. Este movimento tem sido feito desde 2020, mas usando outros instrumentos, como debêntures, mas sem a conversão em ações, ou seja, sem a chance de o investidor troca seu dinheiro por parte da empresa. 
Em 11 de março, a companhia aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures simples não conversíveis em ações. Foi a 12ª emissão na história da companhia. Em 2020, a rede fez duas emissões nos mesmos moldes, cada uma de R$ 500 milhões, em abril. Portanto, em menos de um ano, o lançamento de dívidas somou R$ 2 bilhões.
Os recursos são voltados capital de giro, em vez de ir ao mercado bancário, e para fluxo de caixa.
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