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indústria

10/05/2021 - 16h59min. Alterada em 13/05 às 16h02min

Com vendas aceleradas, Stihl amplia investimentos no Rio Grande do Sul

Faturamento da empresa cresceu 52% no ano passado e atingiu R$ 2,3 bilhões

Faturamento da empresa cresceu 52% no ano passado e atingiu R$ 2,3 bilhões


STIHL/DIVULGAÇÃO/JC
Cristiano Vieira, editor de Economia
O ano de 2021 começou com o pé no acelerador na fábrica da Stihl em São Leopoldo. A filial brasileira pretende aumentar os investimentos previstos para este ano com o objetivo de atender ao grande fluxo de vendas. Conforme o presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther, além dos R$ 374 milhões já previstos para investimentos em 2021, a empresa solicitou à matriz alemã um aumento de R$ 140 milhões para este ano, somando R$ 514 milhões em 2021.
Motivos não faltam. Conforme Guenther, a Stihl Brasil fechou o período de janeiro a abril com alta de 49% no faturamento, somando R$ 1,056 bilhão, quando comparado ao primeiro quadrimestre de 2020. No consolidado de 2020, a fabricante de ferramentas teve elevação de 51,2% na receita, atingindo R$ 2,3 bilhões. Os investimentos somaram R$ 151 milhões no período. Para 2021, a expectativa é fechar com alta de 20% no faturamento.
A pandemia teve papel importante nos resultados atuais, segundo explica o executivo. “Quando começou essa pandemia, no ano passado, com o fechamento das atividades, achávamos que teríamos uma grande queda na demanda, projetando uma redução de 20% no ano. Para nossa surpresa, nosso faturamento cresceu 51% em 2020”, lembra ele.
Boa parte desse resultado positivo teve como responsável um equipamento: o pulverizador. Desde o ano passado, a linha de pulverizadores fabricada pela Stihl em São Leopoldo ganhou o planeta: o equipamento está sendo utilizado em todo o mundo para a desinfecção de espaços que podem estar contaminados com o vírus. “Duplicamos esta linha de produção para atender aos pedidos”, informa Guenther. Ainda de olho no crescimento do mercado, o executivo adiantou que pode sair do papel uma nova ampliação na fábrica de São Leopoldo – as conversas com a prefeitura já estão ocorrendo.
Outro ponto ressaltado pelo presidente da Stihl é que, com o isolamento social e a adoção do home office, parte da população ficou mais tempo em suas residências. “Então teve muito daquilo “do it yourself” (faça você mesmo), com as pessoas cuidando mais da casa, do jardim. Esse movimento também repercutiu no nosso desempenho”, explica Guenther.
A Stihl planeja instalar um terceiro centro logístico, cuja localização ainda não está definida, mas deverá ficar na região Norte do Brasil, para atender tanto aquela região quando o Nordeste. Atualmente, a companhia mantém um centro de distribuição em São Leopoldo e outro em Jundiaí (SP). “Apenas no Brasil temos 4 mil pontos de vendas. No mundo, estamos presentes em 160 países. A Stihl está muito bem estruturada para atender à crescendo demanda por seus produtos”, completa Guenther.
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