Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 17 de julho de 2019.
Dia de Proteção às Florestas .

Jornal do Comércio

18/06/2019 - 12h58min.
Alterada em 17/07 às 19h39min
COMENTAR| CORRIGIR

'Precisamos formar pessoas capazes de resolver problemas', aponta Mônica Timm

Mônica alerta que ensinamentos e incentivo à leitura devem começar em casa

Mônica alerta que ensinamentos e incentivo à leitura devem começar em casa


CLAITON DORNELLES/JC
Seres humanos trabalhando e competindo com robôs, automação em larguíssima escala nas empresas e novas profissões surgindo. E então, como vamos nos adaptar a viver nesse mundo de transformações cada vez mais velozes? “Educação, educação, educação”, responde sem titubear a CEO da plataforma de leitura Elefante Letrado, Mônica Timm. Ela é a personagem desta semana da série Mentes Transformadoras. 
Temos um longo caminho pela frente para conseguir recuperar o terreno perdido nas últimas décadas, e é preciso acelerar. Até porque, segundo a mestra em Gestão Educacional, as pessoas ainda estão sendo formadas em um modelo de ensino do passado, muito centrado na figura do professor, com aulas monolíticas e em lotes iguais para todos.
> Assista ao vídeo com a íntegra das opiniões de Mônica Timm 
"Incentivar novos processos de pensamento e estruturas mais complexas de raciocínio na vida dos indivíduos para que eles consigam responder aos desafios do mundo que vem aí é um caminho irreversível", diz. Isso significa trabalhar na sala de aula, desde cedo, com projetos interdisciplinares que provoquem questionamentos e apresentem problemas a serem resolvidos pelos alunos.
Também precisamos considerar mais fortemente a inserção da linguagem computacional, o que para muitos ainda parece coisa de ficção científica ou algo restrito aos países mais desenvolvidos. E não é. “Hoje no Brasil o conhecimento matemático ainda é de poucos. E isso é preocupante se pensarmos que o século 21 é o século da ciência, da biotecnologia, da codificação e das tecnologias da informação”, avalia Mônica.

> Podcast: ouça a entrevista completa

Listen to "4 - Monica Timm, CEO da plataforma de leitura Elefante Letrado | Mentes Transformadoras" on Spreaker.
Isso pode ser decisivo na formação de talentos alinhados com as demandas atuais do mercado de trabalho na medida em que o pensamento lógico-matemático e a racionalidade elevam a criatividade, a capacidade de disrupção e o pensar fora da caixa. Basta vermos os exemplos de gigantes de tecnologia e startups inovadoras nos trazendo todos os dias o novo.
Mônica avalia que a formação de mais pessoas vinculadas à ciência e tecnologia é estratégica, inclusive, quando pensamos na capacidade de o Brasil conseguir competir e colaborar. “Se não for assim, é grande o risco de ser irrelevantes no cenário mundial. O que aguarda as pessoas que não tiverem uma cidadania feita à base da ciência e da capacidade de resolver problemas?”, questiona a CEO do Elefante Letrado.
Confira mais conteúdos no canal de podcast do JC
Outro risco de não preparamos corretamente as pessoas é o das iniciativas de desenvolvimento não ganharem tração. Mônica viaja bastante observando os modelos de educação e graus de maturidade em cada estado e país. E quando passa pelo Rio Grande do Sul, qual o sentimento? “Sinto tristeza pelo meu Estado e pela minha cidade. Já foram feitos vários movimentos para tentar inserir a inovação e a tecnologia no nosso processo de desenvolvimento, mas talvez o que tenha faltado é justamente preparar as pessoas”, analisa.
É preciso uma mudança de mentalidade não apenas nas instituições de ensino, mas nos ensinamentos que começam em casa. Segundo ela, muitos pais ainda protegem as crianças, quando o caminho poderia ser outro. “É importante que desde cedo a gente aprenda a cair a levantar, a correr atrás e nos frustrarmos, a ganhar e perder. “É isso que habilita uma pessoa a viver no mundo real”, analisa.
Os reflexos disto impactarão positivamente a sociedade como um todo. “Não adianta exigir educação para a cidadania se a gente não consegue ter o compromisso com a aprendizagem. Ser cidadão é ser leitor. Se não consigo fazer com que o meu aluno se transforme em um leitor, dificilmente ele vai ser um transformador da sociedade”, aponta Mônica.

Quem são as 11 Mentes Transformadoras:

  Jorge Gerdau Johannpeter, empresário 
  Pedro Englert, CEO da StartSe
  Jorge Audy, superintendente de Inovação e Desenvolvimento da Pucrs
  Mônica Timm, CEO da plataforma de leitura Elefante Letrado 
  José Renato Hopf, fundador e CEO 4all 
  Cesar Leite, fundador e CEO Grupo Processor 
  Daniel Randon, CEO das Empresas Randon
  Tito Gusmão, CEO da corretora digital Warren
  Luís Lamb, pesquisador em Inteligência Artificial e secretário de Inovação, Ciência Tecnologia do Rio Grande do Sul (veicula em 25/7)
  Susana Kakuta, diretora do Tecnosinos (veicula em 1/8)
  Guilherme Braga, cofundador e CEO da Egalitê Recursos Humanos Especiais (veicula em 8/8)
> Leia mais sobre a série Mentes Transformadoras
COMENTAR| CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia

Patrícia Knebel

Ecossistemas de inovação, tendências globais para os negócios, marketing digital, as tecnologias que são os pilares da transformação digital (como mobilidade, Internet das Coisas e Big Data) e todas as novidades que impactam o comportamento dos consumidores e o futuro das empresas e das cidades estão na coluna Mercado Digital. Estou feliz por você estar aqui.